segunda-feira, 26 de julho de 2010

IDENTIDADE HUMANA FRANCISCANA - XX

“Quando pensamos no século XXI, pensamos em tecnologia, viagens espaciais, biotecnologia, robôs. Mas a imagem do futuro é mais complexa do que a tecnologia que nós usamos para visualizá-la (...) Os avanços mais estimulantes do século XXI ocorrerão não por causa da tecnologia, mas pela expansão do conceito do que significa ser humano” (Naisbitt, in Megatrends 2000).

O modelo de humano, que é Francisco de Assis, pode nos resgatar da miséria existencial; pode alertar o mundo que, em certos momentos, assume posturas de quem está caminhando para um suicídio coletivo. O sociedade tecnicista e industrial vai demolindo ecossistemas essenciais para um suporte da vida. Nunca se falou tanto de ambiente, em consciência ecológica, em ecologia. Seminários, palestras, campanhas, camisetas, documentários, filmes, Greenpeace, protestos, passeatas, partidos verdes, ambientalistas, ecólogos... num terrível discurso técnico cheios de soluções, cheios de métodos e remédios, mas sem entrar na causa da doença. A causa é mais profunda; falta uma cosmovisão, falta um engajamento na vida como ser vivente.

Muitos viajam e sobrevoam paisagens fantásticas, mas não olham pela janela. A maioria das pessoas não enxerga o mundo. Nossas estradas estão emolduradas de entulhos; a mansão linda joga lixo no terreno baldio que está ao lado ou na frente; o mundo de todo mundo termina na sua própria cerca. Amazônia é uso e turismo; ninguém vai lá para fazer imersão num sistema vivo; preferem fazer imersão numa língua estrangeira ou comprar souvenirs do Mickey e companhia.

Continua amanhã

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