terça-feira, 13 de julho de 2010

IDENTIDADE HUMANA FRANCISCANA - XIV

O que aprender com o arquétipo humano que é Francisco de Assis? Se buscamos graus de competência profissional, por que não buscar, como ele, graus de perfeição? É um humano pleno, simples, transfigurado. Precisamos aprender com ele e com Jesus Cristo que transfigurar não é mudar de figura, mas revelar-se no que se é. Transfigurar é estimular a vida sempre para o melhor. Muitas pessoas deixam-se levar, em suas naturezas, pelo caminho da facilidade e da mediocridade, da omissão e da covardia, da violência ou da maldade, da passividade e do desespero. O franciscanismo é uma proposta para olhar mais o tesouro do caminho, a pérola mais preciosa, o saber por que viver. Não podemos frustrar a nossa preciosa existência. Viver é saber por que viver!


Francisco orientou a sua vida para o caminho não muito fácil, mas gratificante, de buscar só o Bem, o Sumo Bem, o Bem Pleno, o Bem Total, o Amor que precisa ser Amado, a Verdade. Francisco fundamentou a sua existência nas normas do Criador de todas as criaturas, “do qual vem todo o bem” e, de toda felicidade real, não ilusória. Lutou para desenvolver a sua potencialidade humana, que recebeu do Pai, e por isto saiu dos projetos de Pedro Bernardone para ir buscar um caminho de virtudes nas estradas da vida. Quis viver cada instante na paz e na união, no amor e no perdão, na compreensão e no diálogo, na comunicação de si e doação oblativa aos outros. Na integração de todas as suas dimensões humanas e espirituais, para realizar a obra prima de um homem perfeito, quanto possível, à imagem do Criador. Ele não quis ser igual ao Bill Gates, que também tem méritos; ele quis mais, ele quis ser igual o Pai do Céu.

Continua amanhã. A imagem de P. Casentini.

Um comentário:

graça de abreu disse...

Frei Vitório,

Parabéns! Em tudo que se escreve
hoje sobre franciscanismo é você
que o faz melhor. Obrigada. Depois
vou pensar num tema, numa dúvida,
em algo que nos estaciona como
seculares e pedir que aprofunde.
Ultrapassar barreiras é o que
devemos fazer. São muitos impasses
hoje na vivência do carisma. Mas ser
tímido eu acho que um dos piores.

Graça de Abreu