quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Palavra da Hora | A experiência do "Crucificado"

Francisco começa diante da cruz. O encontro na capela com o crucifixo de São Damião faz com que Francisco esteja diante do espírito do crucificado. Para Francisco a cruz não é fim, é fonte. "A cruz inspirou muito Francisco", afirma Frei Vitório Mazzuco.

#francisco #cruz #pazebem

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Palavra da Hora | A dimensão cristocêntrica de Francisco

Francisco é um Alter Christi, um outro Cristo. Ele viveu na sua vida a configuração com Cristo, Jesus é a sua forma de vida e identidade. Ele é o modelo vivo dos valores que ele quer viver. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Raízes de um movimento penitencial - 1



A identidade franciscana é uma identidade penitencial


Diz a Legenda dos Três Companheiros: “Todos aqueles que os viam se admiravam muitíssimo, pelo fato que, no hábito e na vida, eram diferentes de todos e pareciam quase homens selvagens. Onde quer que eles entrassem, a saber cidade ou aldeia, vila ou casa, anunciavam a paz, animando a todos para que temessem e amassem o criador do céu e da terra e observassem os seus mandamentos. Alguns os ouviam de bom grado, outros, pelo contrário, zombavam deles; quase todos os fatigavam com perguntas, dizendo alguns: “De onde sois?”; outros perguntavam qual era a Ordem deles. Embora lhes fosse trabalhoso responder a tantas perguntas, eles, no entanto, lhes confessavam com simplicidade que eram homens penitentes oriundos da cidade de Assis” (3Comp 37, 4-8).

A identidade franciscana é uma identidade penitencial. Todos podemos dizer como os primeiros frades: somos penitentes e viemos de Assis! O Movimento Penitencial inspirou os passos de Francisco de Assis e seus Companheiros primitivos. Penitência não tem conotação de purgação, mas de reconstrução. Há uma dimensão reformadora. Os penitentes não eram contra a ortodoxia, queriam apenas retomar um caminho apostólico mais genuíno, mais próximo da Igreja primitiva. Não era retrocesso, mas um processo de regar uma raiz para que produzisse novos frutos. É um fenômeno laical que não queria criar um confronto com a hierarquia eclesiástica, mas sim viver de modo original a originalidade do Evangelho. É verdade que quando o novo e o autêntico de revela, incomoda bastante e por isso mesmo, por não ser aceito e compreendido, o movimento penitencial experimentou a marca da heresia. Assumiram a pregação, mas não transformaram o Evangelho apenas em sermões, mas em ação para tornar nova a humanidade.

Andaram pelos caminhos do campo e chegaram aos centros urbanos levando a Palavra, tornando viva uma religiosidade popular, uma novidade espiritual para um tempo que conhecia apenas coro e púlpito. Mostraram uma grande sensibilidade para a dimensão fraterna da convivência humana. Sair do claustro para o mundo é uma aproximação social. Se a Vida e a Regra é viver o Evangelho, a vida baseada na Regra tem que ser vivida onde o povo está; o testemunho cristão é público, nas ruas e no coração das pessoas. A pregação é religiosa e ética, e todos podem ver a força das virtudes dos frades primitivos na chama da Palavra que neles é espírito, pregação e vida, amor e devoção. Esmola pedida e esmola recebida é esmola partilhada. A dimensão penitencial é uma evangelização sem paredes. Andar por todos os lugares e reunir-se em Capítulos para partilhar maravilhas do que é abandonar-se a Providência. Vestir-se na simplicidade é mostrar-se sem duplicidade. Abraçar a humildade é evitar o poder que esvazia a autoridade. Ser penitente é ser um convertido. A conversão é mudar de caminho, mudar o rumo para encontrar a melhor direção. É um rito de passagem de uma vida anterior para um novo modo de vida. Isto não se dá sem rupturas e sem ascese: é preciso disciplina para abraçar o compromisso de viver um novo modo de ser e de estar no mundo. O convertido sabia estar no eremo, sabia estar nas frestas do lugar solitário e dai sair para ser comunitário, ir para os costumeiros lugares do mundo. Onde estivesse era desapegado, de coração puro e vivendo apenas do estritamente necessário.

Continua...

FREI VITORIO MAZZUCO

Palavra da Hora | E o "Senhor me deu irmãos"

Fraternidade é uma reunião de irmãos e irmãs. Fraternidade é o encontro com aqueles que tem um espírito comum, um mesmo projeto que é partilhado. Não significa ser igual. Na unidade das diferenças, cresce o relacionamento. "Fraternidade é caminhar juntos numa unicidade", afirma Frei Vitório Mazzuco.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Palavra da Hora | Somos penitentes e viemos da cidade de Assis

O movimento penitencial foi muito forte no século XIII e XIV e influenciou a vida de Francisco de Assis. "Os frades primitivos quando chegavam em algum lugar diziam: 'Somos penitentes e viemos da cidade de Assis'. O penitente era alguém que vivia um processo muito bonito", saiba mais no vídeo com Frei Vitório Mazzuco.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Palavra da Hora | A experiência de ser "ninguém"

É muito interessante na vida de São Francisco o modo como ele começou.Ele era um ninguém para estar com alguém!"Francisco viveu está experiência de ser ninguém para estar além dos lugares, das fronteiras. Francisco se tornou ninguém para ser alguém de identidade única, insubstituível, alguém que se despojou das prisões do eu, do egoísmo e individualismo", revela o frade, Frei Vitório Mazzuco. Acompanhe:

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Palavra da Hora | Francisco é o 'pedreiro' da reconstrução

Francisco ao reconstruir São Damião reconstrói a si mesmo. Ele é o pedreiro de si mesmo. Reconstrói a dimensão de que há um espaço para Deus novamente. "Francisco é o pedreiro da reconstrução: de si mesmo, do humano, da sociedade, do mundo, da igreja e de tantos detalhes da vida", reflete Frei Vitório Mazzuco!

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Palavra da Hora | A vocação de Francisco

Francisco escutou em primeiro lugar o jeito de Deus falando nas necessidades da época. Escutou o Evangelho e a fala do crucifixo de São Damião que pede que ele reconstrua a Igreja que estava em ruínas. "A vocação de Francisco esta no fato de ser um homem de Deus com Deus", ensina Frei Vitório Mazzuco.
 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Palavra da Hora | A experiência do pobre

Frei Vitório lembra que Francisco de Assis não é um pobre porque apenas se vestiu como mendigo. A pobreza de Francisco estava em imitar o grande desapego do Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um Deus despojado.


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Palavra da Hora | Francisco, um homem feito oração

Frei Vitório Mazzuco no quadro "Palavra da Hora", aborda o tema da oração na vida do Santo de Assis. Segundo ele, para Francisco orar é ver! "Em Francisco a oração é uma explosão do amor e ele sempre tomou prática em suas orações". #Acompanhe e #compartilhe!