terça-feira, 2 de dezembro de 2008

1. A experiência trinitária de S. Francisco – Parte 6


Francisco que criou, inspirado na Trindade, as três Ordens, que restaurou três igrejas em Assis, que não se cansava de inserir a invocação intratrinitária “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo” em seus escritos e orações, ajude-nos a reencontrar este sopro trinitário de vida que transforma todos os relacionamentos e nos dá uma plena comunhão de vida. “Não é Trindade puro mistério da fé, que se aceita e se venera, mas o Grande Mistério da Vida Divina, com seu dinamismo salvífico que junta céu e terra, eternidade e tempo, no diálogo de Amor”(Pilonetto, A. “Francisco de Assis 750 anos depois”, Cefepal – 16, 1978, 54). O Santo, um apaixonado venerador da Trindade, um “cultor Trinitatis”, como comunhão fraterna.Dizer que Deus é comunhão de pessoas significa admitir que existe diversidade em Deus. E que a diversidade se ordena à comunhão e à participação. As Pessoas são diversas para poderem estar juntas, uma se comunicando com a outra e formando entre si uma única realidade aberta e infinita. A própria estrutura do universo e de cada coisa, assim nos dizem cosmólogos contemporâneos, se realiza dentro de um jogo de relações e de ininterruptas inclusões; para um cristão essa verificação não surpreende, pois ela é reflexo da realidade comunional do Deus-Trindade. Vejamos, rapidamente, como a reflexão atual coloca a questão da Trindade.
Ampliando:
1. Faça a experiência da comunhão com a Trindade à luz do texto “A Carta aos Fiéis – Segunda recensão, 1 a 15, expressando-a de uma maneira criativa.
2. Retire do texto frases que mais falem a você sobre a Trindade. Partilhe com o grupo.

Texto de Frei Vitório Mazzuco, OFM, e Leonardo Boff

Continua amanhã com o subtítulo “2. Como se deu a revelação da SS. Trindade” . Imagem "Francisco", de Murilo.

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