sexta-feira, 3 de agosto de 2007

O dinamismo sobrenatural do trabalho - 7ª parte


Um dos documentos mais importantes para a espiritualidade do trabalho é a Encíclica “Laborem Exercens” que afirma que “o eixo do ensino social é o homem solidário e o seu trabalho. O trabalho “define” o homem, mostra o seu ser, sua natureza como pessoa aberta ao mundo pela inteligência e pela liberdade, mas dentro de uma comunidade de pessoas; deste modo se revela o ser do homem como imagem de Deus” (7)

A “Laborem Exercens” chama a atenção para a contribuição do próprio Cristo como modelo, inspiração e espiritualização do mundo do trabalho, pois Ele mesmo o exerceu silenciosamente no seu espaço familiar e social, usando-o como símbolo e conteúdo de pregação do Reino de Deus, e fazendo do próprio anúncio a sua experiência de trabalho. Também o apóstolo Paulo mantém o espírito de Jesus no seu modo de abordar a comunidade cristã primitiva: trabalho como meio de vida, como condição do exercício da caridade, como partilha e caminho concreto de profunda identificação com o próprio Deus (8).

Amanhã, continuação deste subtítulo do artigo "A espiritualidade do trabalho"

Imagem: O Apóstolo Paulo chega a Roma, escultura na Basílica O Apóstolo das Nações, em Roma

2 comentários:

Denise disse...

Prezado Frei Vitório,

posso afirmar com clareza e sem vergonha de me identificar como uma frustrada no trabalho, mas o mundo moderno (e pós), corrupto,venal e competitivo apenas no aspecto econômico das relações de trabalho, impede muitas vezes que o trabalho "defina" a pessoa. Isto é infinitamente triste, mas é a realidade. Sou médica,formada pela UERJ, primeiro lugar em todos os concursos que fiz (inúmeros) tenho 49 anos e muita experiência em diferentes Instituições, públicas e privadas. O que define tudo é o dinheiro. Porém, para mim, o que me define é DEUS. Eu sou de CRISTO.
PS- trabalho ainda, exerço minhas funções, mas "recolhida" no âmbito que a corrupção vigente permite.
Abraços.
Sua benção.
Denise.

Denise disse...

Prezado Frei,
naturalmente estou falando de uma perspectiva muito pessoal.Mas é o que observo também com outros. Ou corropem-se, cedem as estruturas
ou anulam-se, mutilando-se em algum nível. Quem manda Frei, são as multinacionais, é o dinheiro delas e quem não se vende, ou eufemisticamente, "faz parcerias", se "recolhe" para ganhar o pão de cada dia. Bem, sob esta ótica o trabalho me "define".Sou uma pessoa que nunca se corrompeu. Resisto bravamente, duramente. Sobrevivo únicamente às custas de meus salários.Como diz o cântico, inspirado em um Salmo : "Senhor quem entrará no Santuário para Te Louvar? (2X) Quem tem as mãos limpas e o coração puro, quem não é vaidoso e sabe amar".
Sua benção.
Vale acrescentar que não me considero uma santa, longe de mim, mas em determinado grau, sou uma mártir.
Denise.