quarta-feira, 4 de julho de 2007

O Sefras e a crise da alteridade

Crise de alteridade significa não prestar a atenção na pessoa da outra e do outro. A humanidade não é prioridade. Governos não cuidam de pessoas. Governos cuidam de bancos. Do Fundo Monetário. Nós não somos prioridade para governo nenhum. É mentira o que eles dizem! Qual o governo que investe em saúde, escola e habitação?
Não, eles fazem túnel, avenida, praça, oleoduto, aumentam o parque industrial da cidade, porque isso dá prestígio e necessita de muito dinheiro, que é desviado nas licitações. Mas nós não somos prioridade para os governos. É ilusão pensarmos que nós somos.
Por isso, o Serviço Franciscano de Solidariedade é uma reposta para a crise de alteridade, porque o Sefras existe para cuidar da pessoa.

A imagem ao lado "São Francisco e o Leproso" é do artista plástico italiano Piero Casentini

Um comentário:

Anônimo disse...

Ontem, o Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, fez uma nota a imprensa dizendo que os organismos de Direitos Humanos estão envolvidos com o trafico de drogas, por isso defendem a retirada do blindados chamados "Caverão" das favelas do Rio de Janeiro. Uma declaração como essa, sem fundamento, é um desrespeito com a comunidade que vive o terror do "caveirão". O que se ouve é o seguinte: morreram "tantas pessoas", eram bandidos. Como se pudesse tirar a vida de quem quer que seja!
Já estive com estas comunidades e se sabe que a maior parte dos mortos, não tiveram envolvimento algum com o tráfico...
Este artigo sobre o papel do SEFRAS motiva, anima outras entidades, cujo o papel é servir à vida.
Parabéns!
Thereza - CDDH Petrópolis