quarta-feira, 18 de julho de 2007

Mais um pouco sobre a mística


A palavra mística vem do grego = mueiv = muiein = iniciar. Iniciação. Introduzir alguém nos significados, na importância, na qualidade, na verdade. Tudo que nasce dentro de um contexto religioso, no momento de transcendente, no momento de grande qualidade, está ligado aos mistérios. É ser introduzido numa experiência mais interna, numa realidade transcendente. Mística é também a vivência de uma causa. É a vivência de um projeto. Trabalhar num projeto social, pastoral, não é uma atividade qualquer: é mística. É a mística do ocupar-se. Porque se vive uma causa. Não é uma atividade qualquer. É a sublimação de um trabalho para melhorar a qualidade de vida de tanta gente.
Hoje é importante viver a sedução por aquilo que se faz. É repetir aquilo que disse Geremias, capítulo 20, versículo 7. “Seduziste-me Senhor e deixei-me seduzir”.
Isso é mística. Espiritualidade e mística não é ter ou não ter. É encontrar-se com o externo. Um dos grandes projetos da mística franciscana é a fraternitas. Fraternitas significa “doce é saber e eu não estou sozinho. Sou uma parte de uma imensa vida”. O fraternismo universal, o universalismo fraterno. Francisno não queria o social pelo social. Ele queria o social de relacionamento. De relações.
Por isso que é importante isso: antes da razão vem o grande encontro. O encontro com o coração do outro e da outra. Com o coração dos meus projetos. Então, isso é mística.

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