sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ESPIRITUALIDADE PARA UMA VIDA VIRTUOSA – 10

Façamos uma reflexão sobre um dos pontos deste nosso per+curso de Espiritualidade que aborda o Código da Cavalaria Medieval como uma Fonte inspiracional das Virtudes sob a ótica franciscana. Francisco e Clara de Assis viveram na época medieval, tempo este que nos revela uma nítida cultura de amor. Hoje, nós, pós- modernos, temos um velado preconceito sobre a Idade Média, que vaza para nós no redutivo conceito do obscurantismo, da idade das trevas, da inquisição ou do conservadorismo; mas vamos deixar qualquer leitura ideologicamente assim definida, e, façamos uma pergunta: tem a nossa atualidade histórica hoje uma cultura de Amor? Pois a Idade Média tinha e de um modo muito nítido. É neste período que nasce, cresce e é abraçado como um projeto de vida o Ideal do Amor Cortês Cavaleiresco. O que é e o que inspira o Amor Cortês Cavaleiresco? No meio de uma civilização rude, que conhece as batalhas, ambição, o fastígio da glória e das conquistas, o choque entre permanecer no ciclo fechado de feudalismo dominando ou abrir-se para uma nova civilização baseada nas comunas (a organização da civitas, o nascimento das cidades), entre as tensões do poder dos imperadores (que querem unir reinos) e do papado (não podemos esquecer que neste período a eclesiologia tem força de estado e pensa como os impérios ); em meio a toda esta ebulição vai surgindo uma nova linguagem, um novo costume, um sentimento novo, um novo código de comportamento.


O que a sociedade pós- moderna de hoje tem a ver com a medievalidade ainda tão atraente? Por que ela continua a revelar uma originalidade, uma civilização que traz evidente modelo de vivência que pode iluminar e elevar o nível da civilização atual tão carente de modelos de grandeza? A Idade Média, esta época da história tão rica de expressões vitais, nos legou um modelo humano em suas dimensões mais variadas: o monge, o camponês, o intelectual, o artesão, o clero, o mercador, a mulher, a família, o santo, o guerreiro, o nobre, o leproso, o excluído. Mas, sobretudo, o mundo medieval nos passou três tipos que marcaram por demais a sociedade cristã: oratores, bellatores, laboratores, os que oram, os que combatem, os que trabalham. Estes elementos construíram a paisagem social não só deste período, mas encontraram correspondência nos tempos que se sucederam. De todos escolhemos um modelo deste complexo humano medieval que remetia a um princípio, a uma busca, a um projeto de vida. Escolhemos uma grande figura que é um símbolo de toda uma civilização: o Cavaleiro Medieval e seu Código da Cavalaria.

Continua

Imagem ilustrativa de Bergellini

3 comentários:

Anônimo disse...

Frei Vitório, que maravilha estou usando os textos para reflexão em grupo e para estudo.
E também estou fazendo propaganda do Blog, os textos de Sagrado Feminino mandei para algumas pessoas.
Obriiiigaaaadaaaa!
Saudades, Salete(Catanduva).

Anônimo disse...

Frei,

retornei as leituras dos escritos do senhor. Coisa mais estranha esta do código dos cavaleiros. Cheguei diretamente aos "Cavaleiros de Cristo" e/ou aos "Templários", que reverenciam o Papa e o Evangelho, mas são na verdade semelhantes à maçonaria, com Grão-Mestre, De Molay e estas coisas todas que para mim compreendem heresias e ex-comunhão. Horrível tudo isto. Que horror!

Sua Bênção.
Denise.

roberta costa disse...

eu queria muito tirar uma duvida.
tenho um bolg tb
meu eamil mrobertam25@hotmail.com
me escreva