sexta-feira, 16 de novembro de 2007

A Compreensão Franciscana do Homem - 26ª parte


Suas atitudes causavam grande impacto num tempo cheio de ódio, lutas e cobiça. Mesmo ali mandava a lei do mais poderoso e competitivo. Neste contexto ele apresenta uma proposta nova de relacionamento mais prático. A cortesia dos nobres estava presente nas canções e idéias, a de Francisco era imediata e desinteressada.

Francisco tinha sonhado repetir as empresas de Carlos Magno e Artur; depois da conversão não renega aqueles que foram os seus ideais de juventude e, com muita sensibilidade, soube colher os aspectos mais nobres da cavalaria para fixar-lhes uma nova ordem, em que o perdão substitui a vingança, o amor substitui o ódio, o espírito de dedicação o orgulho, a sede de paz e de justiça os saques e acúmulos, a humildade substitui a opressão do comando (29).

Em Francisco, a cortesia não é uma etiqueta, uma norma de civilidade social, mas é a expressão insubordinável e inevitável de seu sentimento interior: é o modo como o outro deve ser amado de um modo verdadeiro. É um relacionamento de respeito, retidão e sinceridade.

Na sequência, a conclusão deste artigo

Imagem "São Francisco prega em Assis", de J. Benlliure


(29) P. Anasagasti, La cortesia, prioridad del Pobrecillo, CF, 22 (1988) 36-42

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