segunda-feira, 25 de junho de 2007

PORCIÚNCULA – 2ª parte



Santuário é lugar e não museu arqueológico a mostrar e conservar memórias e glórias mumificadas do passado. Ali os acontecimentos passados são vivos e presentes: ali viveu Francisco, ali passou Clara, ali morreu o Poverello. Francisco e Clara continuam a ser mais vivos que nunca e a sua escolha de Amor é que marca definitivamente o lugar. Ali a Fraternidade se faz encontro,cresce,contagia e se comunica. (Cfr 1 Cel 106)

Em 1210 Francisco pede ao bispo de Assis e depois aos Cônegos de São Rufino alguma igrejinha para cuidar. A resposta é negativa. Vai então ao abade do mosteiro de São Bento, Dom Teobaldo. Este, com o consenso da comunidade monacal, concede a Francisco e a seu primeiros companheiros a Porciúncula para o simples uso e moradia. Só pedem uma condição: se a religião constituída por Francisco crescer, a Porciúncula seja a casa-mãe.

Dom recebido Dom dividido. A casa fundada sobre o sólido alicerce da Pobreza ganha um sinal: por graça e gratidão ao bem feito pelos beneditinos, há o gesto da retribuição: cada ano os frades mandavam aos monges um cesto cheio de peixes. Os monges agradeciam com um vaso cheio de óleo. LTC 56; LP 8.

Porciúncula:experiência primitiva de Fraternidade
lugar reconstituído com o trabalho manual
próximo aos bosques
próximo aos leprosários
pequenas celas para a moradia
primeiro encontro com o Evangelho (Mt 10,5-15)
ali o encontro do rumo definitivo na vida (1 Cel 21;LM 2,8;Lm 1,9;1 Cel 44)
os primeiros companheiros Bernardo e Pedro vêm morar ali
Bernardo, Pedro, Egídio e Francisco partem dali para a primeira missão
a fraternidade cresce e encontra seu espaço
• é o santuário da missão ( 1 Cel 22;LM 3,1: LTC 25: Lm3,7;Fior13)

Um comentário:

Anônimo disse...

Frei, Paz e Bem !!!
Sentimento de quero mais em relação ao nosso último encontro - nostalgia após ler o texto publicado sobre a Porciúncula. Lugar místico e fontal para todas as nossas ações - baseadas no franciscanismo das origens (é difícil, mas tentamos na misericórida infinita de Deus). Abraço fraterno e ansioso para um reencontro.
Alessandro e Maira (Agudos/SP)