quarta-feira, 8 de julho de 2015

GARIMPANDO ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE FRANCISCO DE ASSIS



O Pai é para Francisco o Altíssimo, o Inefável, o Íntimo, o que está presente e operante em suas obras. Ele é o Bem, o Sumo Bem. Doador da Bondade esparramada em todas as suas obras, o jardim natural da redenção. Deus se faz Doador e Dom na casa do mundo, preparada para a morada do Filho e do Espírito Santo. Francisco vive trinitariamente de forma total, em comunhão de vida e afeto com o Pai que se espelha no Filho; com o Filho que se faz Irmão, e com o Espírito que reúne uma Fraternidade de Filiação. O Espírito gera a unidade de Pai e Filho, de Humanidade e Criação.  Expressa isso na oração que atravessa horas: “ Meu Deus é meu Tudo!”.

Louva um Amor que se dá por inteiro, agradece sua intervenção nos detalhes da vida e pede perdão por não amar o suficiente. Para expressar esta sua relação íntima com a Trindade, precisa de todas as formas de vida para colocá-las numa união amorosa. Derrama em suas palavras a certeza de ser mãe, pai, filho, irmão, irmã, esposo, esposa, noivo, noiva, amigo e amiga, Leão e Clara, Rufino, Ângelo e Jacoba de Settesoli.

Na Carta aos Fiéis escreve nos versículos 48 a 60: “E à medida que todos aqueles e aquelas fizerem tais coisas e perseverarem até o fim, pousará sobre eles o Espírito do Senhor e fará neles habitação em um lugar de repouso, e serão filhos do Pai celestial, cujas obras realizam. E são esposos, irmãos e mães de Nosso Senhor Jesus Cristo. Somos esposos, quando a alma fiel se une pelo Espírito Santo a Jesus Cristo. Somos seus irmãos, quando fazemos a vontade do Pai que está nos céus; somos mães, quando o trazemos em nosso coração e nosso corpo através do Amor e da consciência pura e sincera; damo-lo à luz por santa operação que deve brilhar como exemplo para os outros. Como é glorioso, santo e sublime ter nos céus um Pai! Como é santo, consolador, belo e admirável ter um esposo! Como é santo e dileto, aprazível, humilde, pacífico, doce, amável e acima de tudo desejável ter tal irmão e filho que expôs a sua vida pelas suas ovelhas e orou ao Pai por nós, dizendo: Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste. Pai, todos os que me deste no mundo eram teus e a mim os deste. E as palavras que me deste, eu lhas dei; e eles aceitaram e reconheceram verdadeiramente eu sai de ti e creram que tu me enviaste ( Jo 17 ); rogo por eles e não pelo mundo; abençoa-os e santifica-os. E por eles santifico-me a mim mesmo, para sejam santificados na unidade assim como também nós o somos. E quero, Pai, que onde eu estou, também eles estejam comigo, para que vejam minha glória em teu Reino" (Jo 17, 24).

Continua

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