sexta-feira, 17 de julho de 2015

GARIMPANDO ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE FRANCISCO DE ASSIS


Nos surpreende em Francisco o modo como ele se vincula de corpo e alma, num enamoramento real com Deus, com as pessoas e com a criação. Muitos pensam que para ser santo é preciso amar apenas a Deus. Francisco mostra que também é preciso assumir a humanidade e a criação. Aí aparece a sua força de atração, de recriação e de renovação.

 Em 1945, De Greef escrevia: “Francisco viveu uma fraternidade autenticamente afetiva com animais e plantas, como só poderiam fazer as crianças, que veem tudo como criatura de Deus. Todas as criaturas são dignas de ter uma participação afetiva em sua vida. A intenção de Francisco é um meio de suscitar uma autêntica necessidade afetiva, imprescindível para uma autêntica humanização. Aqui se fundamenta a sua união afetiva com toda criação, que faz com que ele retome o cristianismo com brilho e plenitude excepcional.

Tudo leva a pensar que converter-se é sair da impotência dos limites para um autêntico amor, graças a esta contribuição única. Sem esta verdadeira conversão a um pleno amor para com todo ser criado, estamos perdidos, ainda que pese nossas conquistas em outros campos do conhecimento, da técnica e da ciência”.

Continua

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