quinta-feira, 16 de julho de 2015

GARIMPANDO ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE FRANCISCO DE ASSIS



Para Francisco é Deus, Pai, Filho e Espírito de Amor que revela o amor fraterno como mãe e filho: “E onde estão e onde quer que se encontrem os irmãos, mostrem-se mutuamente familiares entre si. E com confiança um manifeste ao outro a sua necessidade, porque se a mãe nutre e ama seu filho carnal, quanto mais diligentemente não deve cada um amar e nutrir a seu irmão espiritual?” (Regra Bulada VI,9).

Todo amor e bondade humana, toda beleza criada é uma participação, um dom de todo Bem, uma fonte de toda Beleza, que nos extasia: “Por conseguinte, Francisco, o fortíssimo cavaleiro de Cristo, percorria cidades e aldeias anunciando o reino de Deus, pregando a paz, ensinando a salvação e a penitência (...), não nas palavras persuasivas da sabedoria humana, mas na doutrina e no poder do Espírito. Estava agindo em tudo mais confiantemente pela autoridade apostólica que lhe fora concedida, não usando qualquer adulação, qualquer lisonja sedutora.

Não sabia afagar as culpas de ninguém, mas pungí-las (...) porque primeiramente persuadia a si mesmo em obra o que persuadia nos outros em palavras e, não temendo repreensor, falava a verdade com muita confiança, de modo que até homens letradíssimos, célebres em glória e dignidade, admiravam os sermões dele e na presença dele eram tomados por temor eficaz.

Acorriam homens, acorriam também mulheres, apressavam-se os clérigos, aceleravam os religiosos para ver e ouvir o santo de Deus, o qual parecia a todos um homem de outro mundo. Gente de toda idade e sexo apressava-se para ver as maravilhas que Deus de maneira nova operava no mundo por meio de seu servo. Realmente, naquele tempo, seja pela presença seja pela fama de São Francisco, parecia enviada do céu à terra uma nova luz que afugentava toda escuridão...” (1Cel 36). “Comovia-se acima da compreensão dos homens, quando nomeava vosso nome, ó Senhor santo, e, permanecendo todo em júbilo e cheio de castíssima alegria, parecia realmente um homem novo e um homem de outro mundo” (1Cel 82).

Continua

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