quinta-feira, 29 de maio de 2008

O BELO E O BOM (IV)


O que faz a pessoa bonita é a bondade. A virtuosidade é a beleza maior e a mola propulsora de todos os gestos de amor. O que faz o mundo bonito ‚ a bondade esparramada de todas as coisas: “Louvado sejas, meu Senhor, pela Irmã Água que é mui útil, humilde, preciosa e casta”. A fecundidade da vida vem desse movimento. A terra boa é o Coração Belo e Bom. Esta ‚ a síntese da Perfeição. O Belo é a expressão perfeita do Bem. O Bom é a plenitude da Caridade. Francisco dá impulso a esta reflexão. Alexandre de Halles descobre a filosofia franciscana da Beleza como difusão do Bem: esta é a estética do simples. O invisível, a essência, a medula, a profundidade toma forma, quantidade, cor e qualidade. Ele sai de si e atinge o humano. O amor toma forma num corpo. Torna-se figura como? Com o vigor da simplicidade, da Transparência e da Palavra. É preciso para isso saber SENTIR, ESCUTAR e VER!
Imagem de Manuel Castro

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