terça-feira, 22 de abril de 2008


Hoje, damos uma pausa na reflexão sobre o Tau para falar sobre uma data muito especial!


Hoje é o Dia Mundial da Terra e comemorar esta data é entrar em comunhão com a fecundidade natural de nossa Magna Mater; é sentir-se parte do Cosmo, consangüíneo do Ser Criado, trabalhar em nós a sensibilidade cosmovital. Reverenciar a Terra, neste dia e sempre, não é apenas uma consciência ecológica moderna ou preocupação com recursos naturais ou mera preocupação ambiental, é mais do que isto! É perguntar pelo modo de estar no mundo! A Terra é Sagrada! Para rituais primitivos, ela é o lugar da Restituição: devolver para ela a vida que ela nos oferece. Temos que fazer isto com uma Qualidade Mística; isto é, refazer esta unidade entre céu e terra, abraçar céu e terra.
A Terra reúne todos os seres com suas características e qualidades e a todos alimenta, protege, dá casa e cuida. Ensina-nos que na presença comum podemos viver a vida com intensidade. A Magna Mater nos dá o Bem Máximo! Ela é o nosso Éden, o Jardim do Paraíso, do qual nós não podemos nos auto-expulsar. A Terra, nosso Jardim, é a afloração de gente, de frutos, ervas e flores, de minerais e diversidade de fontes. A vida está aí, na festa de sua naturalidade! Por que não passeamos mais por jardins e florestas, por matas e trilhas, por que não pisamos mais o chão da vida? Por que temos medo da natureza selvagem? Entretanto, a Terra está aí como o grande suporte do fazer humamo, lugar do cultivo! Quem trabalha bem a terra é afeiçoado pela natureza. Temos que pisar a terra com a mesma leveza que o jardineiro cuida das plantas. Um jardineiro não ameaça o húmus e nem as sementes. Pisa tudo como um chão sagrado. Deixa a Terra ser, não cultiva nem mais, nem menos. Alimenta-se do ser originário do humano, que pelo toque de Deus, moldou o humano da fôrma da Terra.
Que Terra temos hoje? É quase uma decadência. E a decadência está em não percebê-la. A bomba atômica de hoje é a poluição e a falta de cuidado. No Dia Mundial da Terra vamos fazer o propósito de tocá-la, de sentir a sua vitalidade, verdor, explosão de vida, calor, festa da semente. Que a Terra nos desabroche para o jeito de Francisco e possamos dizer: “Louvado sejas, meu Senhor, pela Irmã e Mãe Terra!” Vamos louvar pelo contínuo surgir da vida, o lugar onde reza o camponês. Vamos nos confraternizar com ela e reler as palavras do poeta Peter Hebel: “Nós somos plantas queiramos ou não; de boa vontade somos sustentados, e por isso devemos subir com raízes, da Terra, para poder florir nos céus e trazer Frutos!”

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