segunda-feira, 21 de novembro de 2016

UMA POÉTICA VIDA DE SÃO FRANCISCO

Para o conhecimento de Francisco de Assis vale a pena ler São Francisco de Assis, de Johannes Joergensen, Editora Vozes, Petrópolis, 1982. Quem era o autor?  Joergensen,  escritor, biólogo, poeta lírico e autor de muitos ensaios, nasceu em 06 de novembro de 1866, em Svendborg, na Dinamarca e morreu no dia 29 de maio de 1956. Era protestante luterano e aderiu ao panteísmo romântico e ao darwinismo positivista, ao naturalismo e ao simbolismo impressionista.  Em 1898, aos 32 anos, passou para o catolicismo. Em 1913 era professor de Estética em Louvaine e professor no Instituto Católico de Paris. Morou em Assis por 35 anos. Buscava a verdade, a serenidade e a paz.  Ele se autodefiniu como Peregrino de Assis.

Escreveu a sua vida de São Francisco com muito sentimento e poesia, sempre harmonizando com a poética a sua busca pela verdade. Escreveu na sua língua natal e publicou pela primeira vez em Copenahage em 1907. Foi traduzida imediatamente em várias línguas, com centenas de edições e reimpressões. Identificou-se com Francisco como poeta e como convertido. No início de sua biografia coloca uma apresentação das Fontes, dando destaque a Tomás de Celano. Sua obra é original e destaca a poesia religiosa de Francisco de Assis.

No capítulo VIII descreve a presença de Jacoba de Settesoli no momento da morte de Francisco: “A primeira pessoa admitida junto ao cadáver de Francisco foi Jacoba. Toda chorosa, ela lançou-se de novo sobre o corpo de seu mestre, e cem vezes beijou as chagas das mãos e dos pés do extinto. Depois, juntamente com os frades, velou, durante a noite, ao lado do ataúde do falecido mestre, e , quando raiou a aurora do domingo seguinte, a discípula de Francisco sentiu que a sua resolução estava estabelecida: agora ela não mais partiria de Assis, e passaria o resto de sua vida nos lugares onde Francisco peregrinara e fizera as suas obras. Como o convento de São Damião, a casa de Jacoba em Assis, bem depressa houve de se tornar um lugar de reunião para os discípulos fiéis, e numerosas foram as esmolas que das mãos dela passaram para as mãos de Frei Leão, Frei Egídio e Frei Rufino”.

FREI VITÓRIO MAZZUCO

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