segunda-feira, 14 de abril de 2014

ESPIRITUALIDADE E SAÚDE - II



A espiritualidade é saudável enquanto traz calma, amor e senso de pertença, que tem uma correlação física positiva em relação à saúde. Quando ela é moralista traz muita culpa, pecado e demônio e isto não é saudável. A prece contínua e apaixonada traz muita tranquilidade, gratidão e um estado físico e mental positivo. Quantas pessoas não melhoraram ao saber que muitos oravam por ela.

A espiritualidade é a abertura da consciência ao significado e a totalidade da vida, e isto traz qualidade ao processo vital. Há algo de sadio em preencher a vida com o mitificante, o imaginário, o simbólico e o espiritual.

A espiritualidade leva à uma transformação da visão de mundo, nas quais as coisas se integram como e uma melodia, o que nos faz reconciliar com o nosso universo interior e exterior.

O ser humano, em suas dimensões de ser e agir, recebe muitas denominações: Homo faber/economicus - aquele que produz, aquele que consome, aquele que tem uma forte experiência criadora. Homo amans - aquele que ama, que permite integração afetiva e social. Homo patiens - aquele que sofre e integra em sai finitude. Homo religious – o que transcende e busca o significado da vida.

Na junção de todas estas denominações é que ele conquista o ethos da saúde. É a sua luta heroica para estar bem em tudo o que é e faz. Sai de seu mundo interno e vai expandir-se para o mundo externo. Precisa ganhar o mundo, vive a luta pela sobrevivência e pela autoafirmação.  É a sua maior abertura ao outro diferente de si mesmo, abertura ao sentimento, compaixão, cooperação, e as suas indagações pelo sentido de viver.

A vivência  atenta destas fases possibilita uma vida saudável, insere no fluxo natural da vida e o faz integrar as perdas e a ressignificação. Elaborar uma compreensão das perdas e sofrimentos faz parte do crescimento pessoal. A aceitação e assimilação do sofrimento é uma conquista da vitalidade psicológica do indivíduo, e isto permite forjar uma estrutura psíquica capaz de suportar a verdade da alternância de opostos, das perdas e ganhos que fazem parte da realidade da vida.

Continua

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