sexta-feira, 5 de abril de 2013

Algumas ideias sobre a Teologia Franciscana - VIII



No seu Testamento diz: “E a todos os teólogos e aos que ministram as santíssimas palavras divinas devemos honrar e venerar como a quem nos ministra espírito e vida” ( Test 13).

No primeiro grupo de Companheiros de Francisco, temos Bernardo de Quintavalle, que era “notaio”, isto é, escrivão; e Pedro  Cattani, jurista, formado em Direito na Universidade de Bolonha. Homens letrados e homens simples encontraram na Ordem o seu espaço para o aprendizado e o ensinamento; e muitos estudaram para o sacerdócio dentro da Ordem. Os frades sacerdotes, na Ordem, assumiam a pregação; e esta não era uma tarefa fácil: a pregação era feita em praça pública, com disputas, questionamentos e afrontas do público que parava, interessadamente, para ouvir. Não podemos esquecer que pairava no ar medieval a psicose da heresia. Os hereges e suas ideias atacavam os pregadores. A questão do estudo, do preparo, do testemunho, eram o modo de preparar-se para este embate. Era típico do medieval de fazer bem o que devia ser feito.

Francisco exigia uma boa preparação de  seus frades pregadores. Eles deviam ser cuidadosamente examinados pelos Ministros. Ofício da pregação e exemplo de vida não se separam:
“Não preguem os irmãos na diocese de algum bispo, quando este lhes tiver proibido. E absolutamente nenhum dos irmãos ouse pregar ao povo, se não tiver sido examinado e aprovado pelo Ministro Geral desta fraternidade e se não lhe tiver sido concedido pelo mesmo o ofício da pregação. Admoesto também e exorto os mesmos irmãos a que, na pregação que fazem, seja sua linguagem examinada e casta, para a utilidade e edificação do povo, anunciando-lhe, com brevidade de palavra, os vícios e as virtudes, o castigo e a glória; porque o Senhor, sobre a terra, usou de palavra breve” (RB 9).

Continua

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