sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A ARTE DA FRATERNIDADE



Francisco amou tudo e todos sem cobranças, sem interferências, deixando cada um ser em seus dons, valores e virtudes. Jamais oprimiu alguém e consequentemente jamais oprimiu a criação. Hoje quem não sabe ter amizade, mesmo sendo o rei da criação, trata todo o ser criado como um tirano. Ainda que se fale tanto da técnica crescente, do refinamento da cultura, de tanta organização, socialização e globalização; mesmo assim há pessoas desamparadas, alijadas e alienadas de todos.

Os grupo vitais estão fragmentados: família, parentesco e círculos de amigos. Existem amizades pessoais? Sim! Mas elas estão muito fechadas, porque a partilha de uma forte amizade pessoal pode detonar competitividade e comparações, como se houvesse uma invasão de espaço. Francisco abriu e ampliou o círculo de suas relações; fez a arte da fraternidade, amou de um modo pleno, com toda a sua alma.

Para ele, a pessoa humana é percebida e buscada, e isso amplia a sua consciência de mundo. Hoje é a técnica que faz um suporte para um “faz de conta” em ser amigo: facebook, WhatsApp fingem ser relacionamentos, mas são palavras mecanizadas. Francisco rompeu com tudo isto. Porque ama Clara, Rufino, Leão, Ângelo e Jacoba de Settesoli, pode alongar um futuro relacional sem tamanho, e chega verdadeiramente à realidade, sem abandonar nada e ninguém.  O caminho percorrido por Francisco foi de corpo a corpo. Assim chegou à totalidade.

Continua

Um comentário:

Rosana Padial disse...

Coitado de São Francisco é lido e interpretado segundo interesse de cada um... pobre Santo. E feliz do Humano que se diz detentor de sua compreensão... A final como diz o dito popular: " Em terra de cego quem tem olho é Rei."