terça-feira, 18 de novembro de 2014

Reflexões Franciscanas - 8


19. Ainda sobre São Francisco: “Um dos motivos mais profundos porque o movimento de Francisco continuou a ter influência até o dia de hoje, está no fato de que com ele começou a existir um novo tipo de homem” (N.G. van Doornik, Francisco de Assis, profeta de nosso tempo, Vozes, Petrópolis, 1976,p.48). “Deve-se admitir que, depois de Jesus, Francisco é o único cristão perfeito. Que ele teve a coragem de pôr em prática o programa do Galileu com fé ilimitada e ilimitado amor – é esta a sua verdadeira originalidade” (Ernesto Renan, citado por N.G. van Doornik, Francisco de Assis, Profeta de nosso tempo, Vozes, Petrópolis, 1976, p. 48-49 ). “Uma das figuras e revelações mais perfeitas que jamais houve na Igreja”(Teillhard de Chardin). “Estava reservado a um dos maiores modeladores da alma e do espírito, na história da humanidade, formar uma síntese entre uma amorosa mística cristã-cósmica, de um lado, e de outro, uma união cosmo-vital afetiva com a essência e a vida da natureza. Creio que Francisco, neste particular, não teve antecessor na história do cristianismo ocidental” ( Max Scheler, Wegen und Formen der Sympathie, 1922, p. 141. Citado por Van Doornik –Obra citada).

20. Sobre os primeiros frades: “A tal ponto estavam repletos de simplicidade, aprendido a inocência e conseguido a pureza de coração, que nem sabiam o que era falsidade e, como tinham a mesma fé, tinham também o mesmo espírito, uma só vontade, um só amor, coerência perene, concórdia de procedimento, cultivo das virtudes, conformidade de opiniões e piedade nas ações” (1Cel 46). Sobre Francisco de Assis: “Desde que começou a servir o Senhor comum de todas as coisas, gostava de fazer coisas comuns, fugindo de toda individualidade, que tem a mancha de todos os vícios” (2Cel 14). Ainda sobre os frades primitivos: “Apenas falavam quando era necessário e de sua boca nunca saía nada de inconveniente ou ocioso: em sua vida e procedimento não se podia descobrir nada de lascivo ou desonesto. Seus gestos eram comedidos e seu andar simples. Tinham os sentidos tão mortificados que mal pareciam ver ou ouvir senão o que lhes estava pedindo atenção. Tinham os olhos na terra, mas o pensamento no céu. Nem inveja, nem malícia ou rancor, nem duplicidade, suspeição ou amargura neles existiam, mas apenas muita concórdia, calma contínua, ação de graças e louvor”. (1Cel 41)

Imagem do filme "Brother Sun Sister Moon", de Franco Zeffirelli 

Continua

Frei Vitório

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