sexta-feira, 7 de março de 2014

Mulher


   
               
“Estás em meu coração e nenhum outro te conhece senão teu filho”     
                                                                                                         (Grande Hino a Aton)
                                                                                                                                                                                                      Ela desenvolve um papel determinante na civilização. Nada se realiza sem sua presença. Nada se faz ordem sem o seu toque gracioso de colocar as coisas em seu lugar. Nada se realiza sem sua presença. Desabrocha como humana espécie criada artesanalmente pelo Divino. Sua identidade é múltipla: esposa, mãe, trabalhadora, companheira, guerreira, tempo e templo. 

Ela gera o lugar, o Amor, o lar, filhos, pão e prece. Um dia Deus a escolheu para que fosse a porta de entrada da Divindade na Humanidade e ela abriu vontade, coração, mãos, ventre e verdade de um sonho. Visitada por um Anjo pariu um Deus.

Ela é a polaridade da criação; fonte primária de nossos melhores sentimentos e emoções; criatividade, sensibilidade, carinho, calor e colo. Com ela nascemos sempre e voltamos sempre para a nossa casa. Amor, caridade e maternidade nasceram a partir dela, como  berço de virtudes. 

Ela garante a continuidade da vida e dos detalhes que nos permitem existir. Educar para o melhor é como lavar louça todo dia: é preciso deixar tudo arrumado no melhor modo possível. Mesmo que nem sempre compreendida e às vezes ultrajada, não percebida, subjugada, plastificada, esquecida e dispensada... ela retorna nas consciências como o último brilho. Eterniza-se em nossas fraquezas e dá tempero à saudade.

Ela está inscrita no livro de nossa alma e de nossa memória. Primeiro abrigo e eterno porto. Quem não tem casa de mãe não sabe o que é isso e nem sabe o que é uma força imensa. Ela está ali no ralhar com o filho para que ele desperte. Ela está ali enchendo a casa de flores em meio a dores da dedicação e alguma incompreensão. Arranca teimosa alguma coisa de nosso silêncio feito birra e malcriação. Faz uma pausa em tantas coisas para trazer numa colher o xarope para nossas aflições. Estende a atenção como estende um varal de roupa sempre cuidadas.

Ela é segurança quando perdemos a nossa. Responsabilidade e amorabilidade. Entre rumores de panelas um rumor de anjo. Vigor e encanto. A linha e a agulha costurando nossos caminhos. Fruição e nutrição. Por tudo e por sempre merece ocasião celebrativa. 

Feliz Dia da Mulher!

Frei Vitório

Um comentário:

aldaleuzzi2014 disse...

Boa noite, Frei Vitorio, PAZ E BEM!
Em meu nome e algumas amigas do Convento de Santo Antonio, do Largo da Carioca, queremos muito agradecer suas palavras sobre o Dia Internacional da Mulher, que será amanhã. O nosso muito Obrigada!
Alda Leuzzi(Aldinha), Norma, Margarida, Madalena, Olivia, Maria Fernanda, Selma.PAZ E BEM!