segunda-feira, 13 de maio de 2013

Algumas ideias sobre a Teologia Franciscana - XV


Existência e Essência são a mesma coisa em todo ser criado. Como sabemos que uma coisa existe? Através do Ver = o imediato visível. A intuição. A maneira imediata de constatar a existência de tudo aquilo que é. O Tocar: tocar o objeto é um modo de ver. O Ouvir: escutar a fala de todas as coisas. Isto tudo traz a percepção pela mediação. É um caminho de fé subjetiva muito maior que as crenças. Crença é o que os outros ouviram e relataram, fé sou eu mesmo que verifico. Ver, pensar, crer e provar não se separam. É deixar vir as interrogações: Vocês duvidam que existe? Alguém já viu a alma? Existe em nós algo que não é corpo, que não é matéria? O Espírito pode ser uma realidade permanente pensado em nossa identidade e consciência? Como lembramos de fatos passados?  Como o nosso hoje é um ontem de lembranças? Porque alguma coisa guardou para nós ou se guardou em nós. A grande questão medieval: como podemos estar certos da existência de Deus?

Teologia e Filosofia medieval sentam-se aos pés uma da outra e escutam-se mutuamente. Tanto a serva filosofia como a serva teologia querem mostrar que Deus é um Ser e uma Essência existencializada. Que Ser?

O Ser Possível = a Essência não inclui uma existência visível. O Ser Necessário = a Essência inclui uma existência. Deus é um Ser que passa da não existência para a existência. Deus existe por ser o que é! Ele existe pelo fato de ser Deus. Ele é “prius natura” = anterior por natureza. Ele não existia e passa a existir.

Deus é um Ser absolutamente Necessário. É forçoso que exista algo absolutamente necessário. Enquanto a Obra, a Criação, o Mundo existir, Deus existe necessariamente. A criação (o mundo) é eterna e necessária. A criação só pode provir de Deus que gera este processo necessário. O mundo é causado por Deus!
A Teologia Medieval, que vai gerar uma Teologia  Franciscana, inaugura o confronto  Fé e Razão. É a Teologia Medieval que traz o conceito da “fides quaerens intellectum”, isto é, a fé que procura compreender; ou o “credo ut intelligam”, creio para compreender. Deus, primeiro você procura e depois você compreende.

Não pode haver um mais ou menos se não houver o Máximo!

Continua

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