quinta-feira, 5 de maio de 2016

Mães no dia a dia e na memória de seu dia


Mães envelhecem nos limites do corpo e da idade, porém rejuvenescem cada momento nas fibras do sentimento, são lindas naturalmente. Mães sonham sonhos domésticos, não oníricos e indecifráveis sonhos, mas encarnados sonhos de ver filhos no melhor que a vida pode oferecer.

Mães amam com amor fontal, um manancial profundo de amor que não se esgota. Mães riem no riso de todos os filhos; desmancham-se em lágrimas nas dores de todos os conflitos que maculam os espaços delimitados das paredes do lar.

Mães são nossa dependência necessária. Visionárias e intuitivas. Cheias de manias e profecias. Limpam a casa ajeitando o mundo. Mães são ausência sentida e não preenchida. Embalam a vida ao ritmo compassado do toque do nosso coração. Mães são o lugar da alma. São as esperanças ainda não perdidas. A bronca acolhida. As gavetas arrumadas das nossas desordens.

Mães são e dão remédios na hora certa. Vão onde os filhos vão e os acompanham como radares quando não sabem onde estão. Mães falam na calma do carinho e gritam na hora da incompreensão. Escondem mal-estar, mas gemem cansaços de quem, muitas vezes, lutam sozinhas. Mães arrumam cozinha que deixamos acumular na descuidada falta de atenção.

Mães lavam roupas e sujeiras ocultas, acham segredos em nossos bolsos. Mães sempre têm um dinheirinho para colocar em nossas carteiras sem que se perceba. Mães rezam nos genuflexórios da Virgem Mãe Divina, brigam nas secretarias das escolas deseducadoras, fazem vigílias na espera do filho que adentra madrugada afora. Mães fazem dever de casa e vão arrastar peso de compras na barulhenta solidão dos supermercados.

Mães escolhem nossas roupas e advinham nossos gostos. Acordam esperando nossos maus humorados bom dia, mas abençoam nosso silêncio. Arrumam a mesa para o café numa mesa sem muita conversa. Mães ligam máquinas e desligam as luzes que deixamos acesas. Não param nunca de trabalhar e nem recebem uma horinha extra de nossa ajuda. Mães são heroínas da resistência. Se acabam por nós e ainda têm tempo de fazer a sobrancelha, unhas, pé e mão, para não deixar nunca de ser Mulher, sagração eterna do Feminino! Parabéns pelo seu dia!

Frei Vitório Mazzuco

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