sexta-feira, 6 de novembro de 2015

PROFECIA DA FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL - IV


continuação do subtítulo:
1.A FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL E A IDENTIDADE COMO PROFECIA. CRIAR SUJEITOS FORTES E NÃO INDIVIDUALIDADES FRACAS. A LIBERDADE DE SER.

Francisco e Clara são uma paragem onde a humanidade se encontra nos cruzamentos de seus caminhos. Eles nos ensinaram que a nossa vida deve ser um único gesto de Amor multiplicado no tempo. Como eles temos que ser facilitadores de encontro com a humanidade. Vamos facilitar para a humanidade também um encontro com Clara e Francisco de Assis. Podem sair muitas respostas daí. Temos que colocar em nós, nas mãos e nos corações das pessoas um encontro com subjetividades fortes. Este é o grande grito profético: o máximo e o melhor do humano é o que mais revela a face de Deus. O ser profético franciscano e clariano é uma proposta de ser que seduz e cativa a humanidade. Ser assim é reforçar identidades!

Que experiência significativa estamos oferecendo ao mundo? Que força reparto, com que força estamos indo? Se tiver comigo duas ou três pessoas que querem a mesma coisa: transformo e transformamos o mundo. Com que ousadia enfrentamos o domínio do poder. O poder corrompe até os bons. Como administramos o  sombrio que acompanha a vida? Quantas pessoas são para nós ainda um pedaço de sombra? Onde fazemos valer a nossa luz? Não tenhamos medo de perseguições, porque luzes mais brilhantes são apagadas mais cedo. No oceano da vida, como estamos fazendo a  travessia? Vivemos embarcados em projetos; há momentos que estes projetos podem naufragar, mas a vida continua. Temos que dar continuidade à vida!

Que identidade humana forte estamos oferecendo ao mundo? Deixar de ser indivíduo para voltar a ser sujeito. Indivíduo não é a mesma coisa que sujeito. O mundo de hoje cria um indivíduo com a obrigação de produzir, mas anula o sujeito que poderia decidir com mais criatividade. O mundo mercantilizado promete o sujeito, mas materializa o indivíduo. O indivíduo é isolado, é apenas mais um na multidão, não tem nenhum diferencial. O sujeito é mais forte. Não é sozinho e não quer estar só. É apaixonado por projetos comuns. Tem a consciência de que é um agente de transformação e faz a diferença. Tem a consciência de que é um sujeito histórico; a sua vida é uma missão de ser, um tornar-se, uma promessa, uma chance  de Ser a mais.  É grito profético perguntar: como enfrentar um panorama com tanto individualismo e poucos sujeitos? O indivíduo é escravo da tecnologia. O sujeito olha a realidade. O indivíduo ama e usa o objeto. O sujeito convive com as coisas. O indivíduo dessacraliza o real; o sujeito sabe da vida e constrói o seu saber pela observação do real. O indivíduo morre e envelhece a partir do momento que tem muito medo, o sujeito vive superando medos.

Continua

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