terça-feira, 3 de novembro de 2015

PROFECIA DA FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL - III



1. A FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL E A IDENTIDADE COMO PROFECIA. CRIAR SUJEITOS FORTES E NÃO INDIVIDUALIDADES FRACAS. A LIBERDADE DE SER.

Há muitos anos, a Família Franciscana zela pela nossa identidade. Para o nosso modo de ser identidade é espiritualidade. Nós somos o que ressoa em nossa sacralidade mais íntima e que de modo algum pode ser violado. Nós somos o que amamos. É profético refazer a experiência de Francisco que diz: “Muito deve ser amado o Amor daquele que muito nos amou” (2Cel 196,9). Se amar alguém é importante, amar uma mística interna de vida é urgente. Uma identidade espiritual, moral, ética, humana, franciscana e clariana, espalha um humano modelar necessário.

Viver nesta família é sermos devotos da vida. E ser devoto da vida é buscar um sentido para a nossa existência aqui na terra e estar assim de olho em todos os sentidos.  O nosso modo de estar no mundo é uma história de amor e fraternidade universal e universalismo fraterno. É nossa profética consanguinidade de revelar que se está imerso  na vida tem que construir uma história, deixar um legado, empolgar, animar, seduzir, passar um ideal, segurar uma identidade profética e cativante.

Temos oito séculos de herança, atravessamos o tempo, superamos épocas e idade, e estamos sempre presentes, trazendo uma vitalidade para o nosso tempo. O que surgiu em Assis no século XIII, como resposta a uma época, ressurge em nós como busca de soluções para os problemas conflitantes de hoje: quem somos nós, para onde vai a humanidade, para que vivemos? Como estamos nós? Como nos sentimos ser o que temos que ser? O que nos possibilita e o que nos oculta? Buscar uma humanidade possível, buscar um mundo possível, buscar um Deus possível é nossa missão de profeticamente criar um novo patamar civilizatório, reunindo Fontes, Escritos, Carismas e Testemunhos Encarnados.

Que Francisco de Assis e Clara de Assis não sejam apenas um gosto estético, mas sim provocadores de vidas. Eles nos ensinaram que o cristianismo não é apenas uma coleção de verdades que eu tenho que aprender, mas um caminho que tenho que percorrer com responsabilidade. Que precisamos viver com enamoramento. Não existe vida humana possível sem encantamento. Não existe sujeito que não seja cruzamento de muitos caminhos.

Continua

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