quarta-feira, 13 de maio de 2015

ANO DA VIDA CONSAGRADA - Reflexão sobre os votos - VIII




Algumas ideias sobre a Pobreza para uma reflexão pessoal e comunitária:


- A Pobreza é estar abandonado à vida e nela conquistar a paz e a solidariedade de todos os que habitam a paisagem da vida.

- É a inspiração dos Mendicantes que inspiraram a origem das nossas Fraternidades Primitivas: atitude de acolhimento e cuidado por aquilo que recebeu.

- Pobre não é aquele que não tem, mas aquele que tem a coragem de pôr tudo em comum. Aquele que tudo dá, tudo patilha, tudo divide.

- Pobreza não é viver do salário mínimo, porque não é critério econômico. Não é viver numa situação sem nenhuma segurança material; mas é viver como Jesus Cristo viveu.

- É espaço de acolhida para tudo o que a vida me oferece como gratuidade.

- Não associar a palavra Pobreza com o carente, o indigente, com o que tem grande privação. A pobreza material pode ser avaliada ou ser ou não ser privilegiada por uma sociedade de consumo. A Pobreza Evangélica é sem medidas. A Pobreza Espiritual escapa de qualquer avaliação. Não importa a medida do ter. É uma atitude de despojamento interior. É o que está plenamente na sua, satisfeito, feliz, realizado. Nem mais, nem menos. Está pronto! Está na medida do necessário.

- São Francisco de Assis  dizia que é o “sine próprio”. O sem nada de próprio, sem nenhum apego, sem nenhuma posse.

- É a renúncia a todo poder que acumula. Renúncia a toda segurança porque está na cordialidade do Senhor.

- Ser Pobre  é ser flexível, leve, vivaz, firme, sempre no seu tempo, sem ansiedade, apto à paciência da espera, sempre inteira em cada coisa, viver na paciência, corajosa em seu modo de ser, ter uma constância suave e forte, aberto à simplicidade, ir sem bagagem pesada porque leva o suficiente, tem a vitalidade de deixar ser a vida ao redor, não fixar-se, não instalar-se, não querer nada possuir porque possui a Riqueza Essencial.

- Ser Pobre é ter a liberdade do Amor Evangélico. Um modo de amar que nos faz livres, que nos dá um Amor intenso que sempre transborda, que expande, que não é mesquinho. O Pobre Evangélico não contenta com o já feito, abre novos horizontes, não se satura e nem satura os outros, sempre busca, renova-se cada manhã. O pobre é matinal, tem a coragem de lançar-se cada dia na aventura de amar. Possui muita vivacidade e não a viscosidade do apego. Tem maleabilidade, tem a dimensão do peregrino, vive o momento presente, assume radicalmente a condição de criatura. Abre-se à Graça do Amor do Pai!

No próximo post, "A castidade - a pureza de coração"

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