terça-feira, 8 de julho de 2014

BELOS PENSAMENTOS DAS FONTES FRANCISCANAS - 8


“Compenetrado dessas verdade, jamais desprezava por negligencia qualquer visita do Espírito; mas ao contrario, sempre que elas se apresentavam, seguia-as cuidadosamente e, enquanto duravam, procurava gozar da doçura que lhe comunicavam. Por isso, se estivesse caminhando e sentisse movimentos do Espírito divino, parava um momento, deixando passar os companheiros, para gozar mais intensamente da nova inspiração e não receber em vão a graça celeste.” (Legenda Maior 10,2)


“E o homem de Deus, estando só e em paz, fazia ecoar os bosques com seus gemidos, regava o chão com suas lágrimas, batia no peito e como se sentisse oculto bem abrigado na câmara mais secreta do palácio, falava a seu Senhor, respondia a seu Juiz, suplicava ao Pai, entretinha-se com o Amigo. Aí também muitas vezes seus irmãos que observavam piamente ouviram-no interceder com repetidas súplicas diante da divina clemência em favor dos pecadores e chorar em altas vozes como se estivesse presenciando a dolorosa paixão do Senhor.” (Legenda Maior 10,4)

“Em qualquer lugar onde houvesse uma igreja, mesmo que não estivessem presentes (os frades), contanto que a pudessem ver de longe, prostravam-se por terra na sua direção e, inclinados de corpo e alma, adoravam o Todo-Poderoso, dizendo: “Nós vos adoramos, ó Cristo, em todas as vossas igrejas”, como lhes ensinara o santo pai. E, o que não é menor para se admirar, onde quer que vissem uma cruz ou seu sinal, no chão, numa parede, nas árvores ou nas cercas do caminho persignavam-se (1Celano 17,45)


Continua

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