quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A PROPÓSITO DO JUBILEU DE SANTA CLARA

O  ano do Jubileu de Santa Clara nos ajuda muito a pensar a presença de  Santa Clara  há 800 anos,   não apenas como uma bela figura da história, mas  como a  grande oportunidade de  conhecê-la,  de sabermos da  sua   importância para o franciscanismo, de como dizia  seu biógrafo,  Clara  como uma grande “ Mestra de Vida”.   Uma Mestra de Vida nos dá, naturalmente, normas para viver.  O que aprendemos com Clara?

Ela é mãe espiritual porque  tem um pai espiritual, Francisco de Assis.
Mãe e pai espirituais geram vida e relações. Sentimos que todos somos filhos, filhas,  irmãos e irmãs de Clara. Ela é mestra de vida porque fundamentou  sua existência no amor esponsal a Cristo. Ele é o modelo vivente, o amado, o espelho. Maria é modelo  de mãe guardando a fecundidade da Palavra. A Igreja é a mestra e mãe, guia segura de seu caminho. A fraternidade é a direcionada atenção de seus afetos e cuidados. A minoridade é o seu jeito de abraçar a verdadeira investidura da simplicidade, da desapropriação, do desapego, e da renúncia dos cargos de mando. A clausura é o seu coração recolhido no amor e aberto para o mundo. A alegria é sua boa energia, a transparente fala do sorriso perene, rosto feliz da mulher santa e  realizada. A prece é a sua linguagem de amor. A pobreza é a sua perene partilha. A castidade é o seu amor espalhado no cuidado das Irmãs e por toda parte do mosteiro. A obediência é a sua atenciosa escuta da vontade do Amor e do Amado.  A sua mística é fazer-se uma só com o Divino numa superação de si mesma para ser sempre Irmã, Esposa e Mãe. A sua perseverança é assumir a vida de cada dia como um lavar os pés das irmãs na humildade e serviço. A santidade brotou naturalmente: uma clara santa brilhando, inundando o mundo em chamas de luz que saíram das frestas das pedregosas paredes de São Damião e clareou a nossa vida.

Para conhecermos Clara  e fundamentarmos o que falamos acima, temos que  beber na fonte de suas Fontes: escritos, biografias, documentos escritos a respeito da sua vida e experiência.

Continua

Um comentário:

Lurdinha disse...

Frei Vitório,
Sempre me lembro de quando junto com o senhor e Magdalena , fomos de Roma até Assis para que vocês me mostrassem a vida de Clara e Francisco .
Ficou marcada na minha vida , sempre!