quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Evangelização na Educação - Perspectiva Franciscana


INTRODUÇÃO

Podemos lançar a pergunta para esquentar os caminhos da reflexão: Existe uma Evangelização Franciscana na Educação? Esta pergunta amplia o tema proposto. Não podemos responder a partir de um tratado de teologia pastoral, nem apenas sobre planos de pastoral. Para a vertente franciscana, a EVANGELIZAÇÃO É COMPONENTE NATURAL E FUNDANTE DA FORMA DE VIDA. É acreditar numa eleição divina que convoca a existir de um modo evangelizador. Para a Forma de Vida Francisca, a vida e a regra é o Evangelho. Evangelizar é simplesmente levar o Evangelho. Parece óbvio? Não é apenas uma afirmação, mas é fato e palavra. O Evangelho é o lugar de um Deus humanizado que propôs a mudança do humano e do mundo. O ponto de partida da evangelização é o próprio Evangelho e seus apelos.

O nosso Plano de Evangelização confirma a verdade de que as pessoas formam o coração de toda experiência, e o Evangelho inspira a experiência e a prática. É o primado da pessoa transformada pelo Evangelho. O Evangelho foi anunciado, corpo a corpo, na terra dos humanos, de um modo muito pessoal.

O Evangelho é o anúncio de algo sempre novo, a Boa Nova. Anunciar não é só verbalizar, mas é um caminho de presença, serviço e doação da vida num projeto; em nosso caso aqui, num projeto educacional. Não é impor um tipo de doutrina, ritos e bons conselhos, porém o anúncio da Boa Nova presente em nossa Missão, que revela uma identidade cristã, franciscana, católica, em diálogo com outras confissões, numa sociedade que hoje convive como pluralidade cultural, religiosa e tecnológica. Levar a Boa Nova para dentro das transformações mundiais de paradigmas. Levar esperança e sonhos para um mundo muitas vezes desesperançado. Levar mudança de mentalidade, mudança de valores e mudança de lugar (LTC 36). Evangelizar é trocar reinos pelo Reino. Mostrar que humanidade e mundo são lugares a serem reconstruídos.

Evangelizar não é apenas promoção humana; é reconstruir o humano a partir daquilo que se crê.

Como criar uma nova hermenêutica evangelizadora? Como evangelizar dentro da escola fundamental, secundária e superior, quando a escola não tem função social de ser Igreja? Como estar diante do nosso alunado e mostrar para eles que crer também se aprende?

CONTINUA

FREI VITORIO MAZZUCO

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