quarta-feira, 30 de junho de 2010

IDENTIDADE HUMANA FRANCISCANA - VI

  •  Francisco é medieval e moderno ao mesmo tempo. Representa a maturidade da civilização feudal e a perspectiva de uma nova civilização. Amadurecer é ter coragem de trocar estruturas.
  •  Está na Igreja mas acrescenta algo novo para ela. A Igreja, em seu tempo exerce uma liderança. O Papa é árbitro da cristandade, dita normas para as nações. Em seu tempo surge o comércio e a indústria que ultrapassam o sistema rural do feudalismo. A guerra é um prato comum e cotidiano. As Cruzadas, espécie de guerra santa, tem como finalidade reconquistar a Palestina e os lugares santos, mas não é um empreendimento sagrado. O muçulmano, segundo Francisco não é para ser combatido, mas escutado na sua fé. Deus não é o Senhor da guerra, mas da pacificação. Para converter não precisa combater.
  •  Ambicionou ser Cavaleiro não por causa das armas, mas pelo Código de Valores.
  •  Faz o Evangelho (o Código Cristão) ser lido sob nova luz. Falar do Evangelho e opor-se a vícios.
  •  Mostra que ser peregrino é ter sensibilidade pelo caminho.
  •  Existir de modo cristão é existir por amor. O amor não separa ninguém.
  •  O melhor modo de ir é ir com austeridade de costumes.
  •  Estar em casa é reconstruir a casa e torna-la casa de todos.
  •  Uniu sofrimento a perfeita alegria, amou e exaltou a vida mesmo quando fechavam-lhe portas.
  •  Amar é amar tudo o que existe. Ouvir pássaros não é estilingá-los. Não se polui a água, mas lava-se nas cachoeiras, não se cortam as matas, mas as transformam em templos de prece e solidão; não se faz audição musical fechado em salas, mas ouve-se a sinfonia do universo. Muita gente conhece os clássicos, porém não distingue o pio de uma coruja.
  •  Não é um romântico amigo dos bichinhos, mas um extraordinário batalhador que desencadeou uma revolução social.
Imagem: Bargellini

Continua amanhã

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