quarta-feira, 23 de junho de 2010

Identidade Humana Franciscana - I

No dia 01 de Julho de 1956, o Papa Pio XII falando aos Franciscanos Seculares disse estas palavras que soam muito atuais: “Observai os tempos presentes. Em alguns aspectos eles não são diferentes daqueles tempos que viram nascer o franciscanismo... mas deste espírito franciscano, desta visão franciscana, necessita o mundo de nossos dias”.
O tema "Identidade Franciscana" se propõe a mostrar que Identidade para os dias de hoje não é só cadastro, RG, CPF ou curriculum vitae ou curriculum lates. Identidade é interioridade. Identidade é espiritualidade. Nós somos o que ressoa em nossa sacralidade mais íntima e que não pode ser violado. Nós somos o que amamos. Se amar alguém é importante, amar uma mística interna de vida é urgente. O amor é difusivo. Um cadastro vira fichário e gaveta. Uma identidade espiritual, moral e ética espalha um humano modelar e necessário.

Estamos falando de uma filosofia de vida franciscana. Viver franciscanamente é ser devoto da vida. Ser devoto da vida é buscar um sentido para a nossa existência aqui na terra e estar de olho em todos os sentidos, para trazer a vida mais próxima, isto é, aquela que repousa no dia-a-dia. Não podemos só viver karmas do passado ou remoermos ansiedades de um futuro que ainda não nos pertence.

Viver franciscanamente é um viver diário. A vida está aos pés do familiar, do caseiro, da rotina da hora. Se não pego a vida no instante da hora, ela escapa sem ser percebida. Francisco viveu a vida como quem tem sede. Francisco reconstruiu-se, deixando-se fazer. Escutou a vida em cada momento. Em Francisco, a vida se faz vida.
Continua amanhã

2 comentários:

Marcelo Tadeu disse...

Caro Frei Vitório, sempre que posso acompanho o blog, que tem sido para mim uma verdadeira benção de Deus. É um mergulho para mim na espiritualidade do tão amado Francisco. Que Deus lhe abençõe sempre.
Marcelo Tadeu

Maria Bárbara disse...

Caro Frei Vitório obrigada por nos enrequecer com seus artigos.São profundos e nos levam à reflexão.
fraternalmente
Bárbara