FRANCISCO DE ASSIS: HOMEM FEITO ORAÇÃO


Diz Tomás de Celano, biógrafo de São Francisco, na sua Vita II: “Quando rezava nos matos e nos lugares desertos, enchia os bosques de gemidos, derramava lágrimas por toda parte, batia no peito e, achando-se mais escondido que num esconderijo, conversava muitas vezes em voz alta com o seu Deus. Respondia ao juiz, fazia pedidos ao pai, conversava com o amigo, brincava com o esposo. Transformado não só em orante mas na própria oração, unia a atenção e o afeto num único desejo que dirigia ao Senhor” (2Cel 95). Este texto de Celano nos lembra que, para rezar, é preciso considerar a bondade de Deus colocada em destaque na sua Paternidade. Rezar é ser filho que pede ao pai. É saber encontrar gosto em pedir, em saborear as palavras das preces. Rezar é considerar Deus em todo lugar, hora e tempo. É abandonar-se nos braços da Providência. Rezar é fazer do próprio coração uma aconchegante morada do Senhor. É colocar todo o ser na prece: corpo e alma, todas as potencialidades do humano para dizer o Senhor.

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