terça-feira, 23 de junho de 2015

GARIMPANDO ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE FRANCISCO DE ASSIS



Podemos entender que em Francisco a Palavra de Deus é o próprio Amor de Deus. Faz deste Amor a meta e o grande projeto de sua vida. O Amor equilibra qualquer interpretação radical da Palavra de Deus. Mesmo sendo pobre e desprezando o dinheiro foi flexível em situações como estas, vejamos aqui nas Fontes: “A mãe de dois irmãos veio uma vez ter com o santo, pedindo esmola com confiança. Compadecendo-se dela, o santo pai disse a Frei Pedro Cattani, seu vigário: “Podemos dar alguma esmola à nossa mãe?”

Na verdade, ele dizia que a mãe de algum irmão era também sua mãe e de todos os irmãos. Respondeu-lhe Frei Pedro: “Nada há em casa que lhe possa ser dado”. E acrescentou: “Temos um Novo Testamento em que, por não termos breviários, fazemos as leituras das Matinas”. Disse-lhe o bem-aventurado Francisco: “Dá o Novo Testamento à nossa mãe para que ela o venda para sua necessidade, porque por ele somos admoestados a ajudar os pobres. Creio realmente que mais agradará a Deus a doação que a leitura. “Portanto, o livro dado à mulher, e o primeiro Testamento que houve na Ordem se vai por esta sagrada piedade.” (2Cel 91).

Outro texto muito significativo é este: “Certa vez, vendo o vigário do santo, Frei Pedro Cattani que Santa Maria da Porciúncula era frequentada por multidão de irmãos de fora e que as esmolas não eram suficientes para prover as coisas necessárias, disse a São Francisco: “Irmão, não sei o que fazer e não tenho com que prover suficientemente aos irmãos que afluem aos bandos de toda parte. Peço-te que permitas que se reservem algumas coisas dos noviços que entram, às quais se possa recorrer para gastar em tempo oportuno”.

Respondeu o santo: “Irmão caríssimo, Deus nos livre desta piedade: que por qualquer homem se aja de maneira ímpia contra a Regra”. E ele disse: “Então, o que farei?”

Disse São Francisco: “Despoja o altar da Virgem e retira o ornato variegado, quando de outra maneira não puderes socorrer aos necessitados. Crê em mim, agradar-lhe-á mais que seja observado o Evangelho de seu Filho e que seu altar seja despojado do que ter o altar ornado e o Filho desprezado. O Senhor enviará quem restitua à Mãe o que ela nos emprestou” (2Cel 67).

Imagem: Porciúncula, em Santa Maria dos Anjos

quinta-feira, 18 de junho de 2015

CONSIDERAÇÕES: ENCÍCLICA “LAUDATO SI”



Com esta Encíclica sinto uma alegria muito grande por causa de dois olhares: o olhar franciscano sobre a realidade e o olhar do Papa Francisco na amplidão do olhar de Francisco de Assis, que antecipou há oito séculos um modo peculiar e comprometido de ver a Irmã e Mãe Terra, de querer ser colocado nu sobre a terra nua no momento de seu Transitus, para sentir bem na intimidade da casa. Diz a Encíclica: “Nós somos terra. Todo nosso corpo é constituído de elementos do planeta, seu ar é aquele que respiramos, sua água vivifica e restaura” (n.2)

Quero ler esta Encíclica sob o olhar da poética e da mística, para argumentar comprometimentos. Olhar poético enquanto emoção, admiração, gratidão, encantamento, consanguinidade criatural e o ver e fazer perfeito. Olhar místico enquanto desvelamento da verdade de todas as coisas, a vida movida por uma Força Maior que tudo sustenta e tudo governa. É maravilhoso que um Papa conclame ao dom de existir e estar na mesma casa. Conviver e não usar. Estar no mundo, fazer do mundo um itinerário, ir para a criação como quem escreveu o Gênesis. Em nosso planeta Terra, tudo é um caminho que sai e retorna para seu único lugar: o lugar sagrado! É a metafísica de São Boaventura que nos diz que tudo sai do Todo, revela a sua face e retorna ao Sagrado. A origem de Deus como causa eficiente, manifestando suas imagens e vestígios, Deus como causa exemplar e causa final. Oprimir e devastar a terra, fazê-la gemer em dores de parto (Rm 8), é matar o Sagrado que nela habita e a irmanação universal de todas as criaturas, de todos os homens e mulheres que preenchem esta casa.

Que esta Encíclica nos ajude a pensar um modo singular de estar na existência, que ela faça uma ponte entre o mundo vivencial, a realidade conjuntural e a fala. A Encíclica provoca uma mística das relações, uma espiritualidade ecológica (Cap 6, 202). Viver na terra é presença, unidade, vida, morte, amor e tempo. É a união de todos os seres, não na passividade, mas na profecia do cuidado, e ir contra todos os mecanismos de morte que geram uma cultura de morte que já regou com sangue de Josimo, de Chico Mendes, de Ezequiel e de Doroty a sonhada justiça deste chão.

A Encíclica chama a atenção do uso técnico, científico e catastrófico dos recursos naturais. Destruir o natural é cultura de morte e gera uma insensibilidade cosmovital. Existe ética na técnica que explora? Destruir rios e florestas é sentir-se parte do cosmos? A Encíclica nos dá uma responsabilidade moral de defender a vida, de evitar a dessacralização da natureza. O Papa propõe mudança de vida, rever o modo de produção, a produção exagerada de lixo, a atenção urgente para com a radical mudança climática, as injustiças socioambientais, efeito estufa, e o controle destes modelos globais de desenvolvimento. Por que os países ricos defendem a natureza só de modo utilitário, isto é, defender para usar e produzir que gera uma relação viciada ente humanidade e ambiente?

A Encíclica fala de estilo novo de vida, de educação para respeitar o ambiente, fala de conversão ecológica, de colocar um freio no consumismo. O que seria tudo isto? Não seria uma proteção que deixa ser o natural, para que o natural possa se recompor e não virar pedreiras e montanhas sucateadas e inertes. É preciso dar tempo e cuidado ao natural.  Ecologia não é mera militância de barulhentos ambientalistas, mas sim luta profética para melhorar a qualidade de vida. Tecnologia e progresso não são processos de destruição. Estilo de vida não é gastar excessivamente os recursos de energia e suas fontes.

Que a nova Encíclica nos leve para uma comunhão de bens e não acúmulo. Que crie a consciência de que tecnologia criativa não causa danos, mas sim respeita a dignidade humana e o ciclo natural da nossa Mãe e Irmã Terra. Que cuidemos da evolução das espécies e da evolução do humano. Somos guardiães do habitat. Se cresce a densidade demográfica que cresçam também os recursos e a melhor distribuição dos bens.  Violência física contra a espécie humana e violência contra a natureza povoam os noticiários, mas nós estamos mais preocupados com os quatro melhores colocados do Brasileirão.  Precisamos de um desenvolvimento justo e conservação da vida, mas escolhemos políticos e partidos como se torce para times da série A e B. A natureza e as pessoas estão na série C. Brigamos por igrejas e liturgias e esquecemos de pregar uma democracia ecológica que respeite todas as formas de vida. Todos os seres estão em relação uns com os outros, por que ficar então de fora? A vida é um valor por si só; ela é presente de Deus e merece todos os louvores, toda proteção e todo respeito! Laudato si, mio Signore!

                                                                                                             Frei Vitório Mazzuco OFM

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Pelos enamorados do amor em seu dia




Pediram que eu escrevesse algo aqui sobre o dia 12 de Junho. As vitrines estão enfeitadas de corações vermelhos, lojas oferecem perfumes, smartphones, lingeries, chocolates e um mundo de presentes. O mundo inteiro celebra o Dia dos Namorados no dia de São Valentim, 14 de fevereiro. O Brasil, sempre bem diferente de todo mundo, celebra em junho por uma opção de logística comercial, de lojas e mercado. Junho é um mês que só traria dinheiro se tivesse uma data que mexesse com o coração; afinal de contas, Festa Junina não traz força comercial para puxar vendas. Fogueira, batata-doce, pé de moleque e pipoca não são artigos de luxo, é mais 1,99. Para Namorados não se dá 1,99. Acharam uma saída maravilhosa. Acabou dando certo.

Não vendo palavras, mas escuto de graça experiências. De certa forma tem coisas bonitas que estão sendo ditas hoje fora do comércio. Exponho aqui numa vitrine um mundo gratuito de palavras que não tem preço. Podem pegar sem pagar. Presenteio apenas o coração seu ou de alguém.  Hoje é um dia de paz sobre a nossa brasilidade. Se homens e mulheres se amassem verdadeiramente, a paz seria um clima natural de outono em meio a fogueiras, quadrilhas e jantar à luz de velas.

Escuto namorados verdadeiros, não os ficantes; porque os ficantes não namoram, apenas colocam o amor em liquidação, em saldos, e dividem em prestações que pagam de relação em relação, em dramáticas e pesadas prestações. Mas falo dos Namorados Verdadeiros, aqueles que hoje podem oferecer algumas verdades. Não podem abrir mão do Amor em suas vidas. Que amam por fazer da pessoa amada uma imagem real do divino. Deus só pode ser experimentado no interior de um grande Amor. O verdadeiro Amor é Deus espelhado, é uma revelação, um êxtase, uma experiência transcendente.  É a busca do tesouro, a descoberta do lado mais valioso e inesgotável do diamante. O Amor é uma pérola preciosa!

Leio os Namorados verdadeiros e eles revelam uma identidade. A pessoa só se torna aquilo que ama. Pessoas que amam têm diferencial, brilho próprio, fascínio, atração. Não é um sedutor de cartaz; mas uma força atraente que desvela o plenamente humano. Nos caminhos do Amor descobrimos nossa alma. Mas atenção! Não se pode doar a alma a qualquer pessoa. O Amor  nos ensina a esperar uma vida, para uma escolha verdadeira; para um novo nascimento, para a vertente do Desejo, para a transmissão do espírito, para um parto não biológico, mas da consanguinidade afetiva.

Namorados verdadeiros não conhecem o medo porque o Amor não reprime, mas transforma. Gestos de intimidade são a natural comunicação dos autênticos. O Amor é da alma e da pele, do toque e da contemplação. É comunhão de corpo e espírito. O Amor está no aconchego revelador do abraço e no hálito vital de um beijo. É abandono e confiança. Momento luminoso que introduz paz entre paredes.

Namorados verdadeiros são seres de ligação de universos, corações, de céu e terra, de colheitas e estações, de leito e templo, quarto e encarnação. O Amor tira da mesmice e faz um buquê multicolorido de diversidade. Cores diferentes simbolizam nossas originalidades e nossas riquezas pessoais que se ajuntam e explodem em harmonia. A beleza está na diversidade. No Amor o diferente é inseparável: luz e trevas, erro e verdade, tristeza e alegria, distância e proximidade, direita e esquerda, masculino e feminino.

Namorados plenos passam força e presença intensa porque sabem lidar com energias do Amor. Fazem algo pelo coração e se fazem bem a dois, fazem bem à humanidade inteira. Amor é oferenda onde o eu se derrete e oferece o melhor que sobrou, mas não como migalha, mas como inteireza. Amar é conhecer o sabor da seiva e não apenas do fruto. Amor está além do físico, mas faz o corpo conhecer a Luz. Através do corpo acorda o que não pode morrer. Amor é embriaguez e bálsamo, espírito e vida, colo e unção. O coração precisa ser visitado pelo Amor.

É dia dos Namorados e podemos dizer que ainda existe luz no mundo. Os que amam verdadeiramente não fazem mal a ninguém. Os que não amam acham problemas onde não existem problemas. Mas o dia dos mal amados não é hoje. Hoje é o dia do Bem Amado e da Bem Amada, e estes resistem aos imprevistos do cotidiano. Quem encontrou o Amor verdadeiro não faz o que quer, mas o Amor é que faz o que quer que aconteça. Se acontecer não tem como negar. Quem ama tem o coração ocupado, tem aura, tem luz. Hoje você não precisa dizer nada, mas apenas isto: “Sei a quem dei o meu coração! É o que eu tenho para hoje, a glória do meu futuro”. Enquanto se comemorar o Dia dos Namorados, haverá um amanhã.

Vitório Mazzuco, OFM

quinta-feira, 11 de junho de 2015

GARIMPANDO ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE FRANCISCO DE ASSIS



Podemos consultar as Fontes Franciscanas e Clarianas, os Escritos de São Francisco, as Legendas, as Biografias Hagiográficas, o que ele disse, o que disseram sobre ele, a opinião de seus companheiros, há a prova de tudo o que falamos acima, e nos remete a conhecer seu espírito, sua vida, seu jeito, seu tempo, seu modo de compreender e resgatar a eclesiologia da época, de ser um sinal para o mundo de então, e para os tempos de agora.

Francisco de Assis é uma fonte inesgotável de palavras e interpretações, porque tem o manancial dos segredos do Evangelho. Um humano santo que soube escutar, ler e praticar uma inspiração divina e fazer dela uma honesta e profunda convicção e uma prática saudável e eficaz. Nele a Palavra de Deus, especificamente do Evangelho, se funde com sua escolha e vida.

Para Francisco Jesus Cristo não é um ser histórico descrito em letras, mas a mais eloquente encarnação de Deus na terra dos humanos. Ele não se apegou literalmente a trechos do Evangelho, assim como fizeram os valdenses, cátaros e “umiliati”. Não é um inovador fanático que repete versículos apenas por repetir e moralizar. Não representa o poder que exalam  alguns pregadores  de se apegarem  a esta ou aquela palavra do texto evangélico e se descuidam da vivência.

Ele é a maior prova de que assumir o Espírito  vivifica, como dizem João e Paulo; mas a letra mata. Francisco não morre nas palavras, mas funde-se nelas para espiritualizar-se primeiro antes de falar.

São Francisco de Assis, imagem de Cigoli, 1600

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quarta-feira, 10 de junho de 2015

GARIMPANDO ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE FRANCISCO DE ASSIS



Podemos pesquisar muitos autores e o grande apreço que se tem por São Francisco de Assis. Embora cada um tenha o seu ponto de vista, todos convergem para uma mesma verdade: Francisco irradia Cristo, mostra de um modo transparente o Espírito do Senhor e o seu santo modo de operar, o Evangelho vivido a partir de virtudes evangélicas encarnadas, a identificação com a Senhora Dama Pobreza,  a nítida humildade, a vivência indiscutível do amor fraterno, a pequenez, a simplicidade, a filiação divina, a liberdade de espírito, a disponibilidade, o espírito cortês-cavaleiresco, a nobreza de alma, a alegria, a liberdade e a responsabilidade, a grande presença e compreensão de estar entre os pobres e os pequenos, os acenos de uma nascente compreensão de gênero no modo de chamar tudo e todos de irmãos e irmãs, seu modo de tratar as mulheres, os pecadores, as plantas, os animais, os vermes da estrada e a verdade contida nos sinais e símbolos. Francisco é um grande ser humano e santo que nos provoca, interpela, vai fundo no pisar o chão da existência, um ser medieval e global. Um santo de ontem, de hoje e do nosso futuro.

Imagem: Cristo e Francisco, de Piero Casentini

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segunda-feira, 8 de junho de 2015

GARIMPANDO ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE FRANCISCO DE ASSIS


"A santidade de um só superava a multidão dos imperfeitos"

“Mas Francisco era consolado abundantemente pelas visitas de Deus, que lhe davam segurança de que as bases de sua Ordem haveriam de permanecer firmes. Recebeu até a promessa de que os escolhidos haveriam de substituir sempre, garantidamente, os que fossem indo embora. Numa ocasião em que estava sofrendo por causa dos maus exemplos e se apresentou perturbado na oração, recebeu do Senhor esta interpelação:” Por que te perturbas, homenzinho? Será que eu te coloquei como pastor da minha Ordem para desconheceres que o patrono principal sou eu? Foi para isto que eu te escolhi, homem simples, a fim de que siga quem quiser as obras que eu fizer em ti e que devem ser imitadas por todos os demais.  Eu chamei, guardarei e apascentarei. Para reparar a queda de uns colocarei outros, de maneira que, se não vierem ao mundo, eu mesmo os farei nascer. Por isso, não te perturbes, mas cuida da tua salvação porque, mesmo que a Ordem ficasse reduzida a três frades, permanecerá sempre firme pela minha proteção”. A partir daí, dizia que a santidade de um só superava a multidão dos imperfeitos, porque são inumeráveis as trevas que se dissipam com um só raio de luz” (2Cel 158)

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quarta-feira, 3 de junho de 2015

GARIMPANDO ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE FRANCISCO DE ASSIS



Tudo foi colorido e florido na vida de Francisco? Não! É só conferirmos 2Cel 157 e  sentiremos suas crises sobre si mesmo, crises ao ver o mau exemplo dos que o seguiam: “Dizia que os bons frades são confundidos pelas ações dos maus frades e, mesmo não tendo pecado, são postos em julgamento pelo exemplo dos perversos. Por isso estão atravessando com uma cruel espada, que enterraram o dia inteiro em meu coração.”

Afastava-se às vezes dos frades “para não ter sua dor renovada por ouvir alguma coisa má contada a respeito de alguns deles” ( 2 Cel 157). E dizia: “Tempo virá em que esta Ordem, amada por Deus, vai ser difamada pelos maus exemplos, a ponto de ficarem envergonhados de sair em público. Mas os que entrarem na Ordem neste tempo serão trazidos unicamente pela ação do Espírito Santo, não terão mancha alguma da carne e do sangue, e serão verdadeiramente abençoados por Deus. Em seu meio, não haverá grandes ações meritórias, pelo resfriamento da caridade, que faz com que os santos ajam com fervor, mas terão provações imensas, e os que forem aprovados nesse tempo serão melhores que seus predecessores” (idem).

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

GARIMPANDO ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE FRANCISCO DE ASSIS



Francisco é seguido por muitos discípulos e discípulas nas suas Três Ordens, das Terceiras Ordens Regulares, das muitas famílias religiosas e leigas que brotaram da sua inspiração e Regra de Vida. Irrompeu desde os Concílios de Latrão em 1216, como seu espírito estava presente em tantas  propostas, mesmo a partir  do Vaticano II que gritou pelo retorno às Fontes, quando  Francisco já era uma Fonte consolidada. Sua cidade, Assis, atrai peregrinos de todas as partes do mundo. Buscar Francisco é entrar no modo de ser de Jesus Cristo. Um Santo de ontem, de hoje e do futuro. Os jesuítas Lippert, Von Galli  e Van Doornik o consideram um profeta de nosso tempo. O fato é que este Poverello de Assis abre trilhas de seguimento natural de Cristo. Um Santo com jeito ecumênico, interdisciplinar, holístico e inter-religioso, da unicidade e da reconciliação, da paz e da sonhada fraternidade universal.

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