sexta-feira, 29 de maio de 2015

GARIMPANDO ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE FRANCISCO DE ASSIS



Sem dúvida, São Francisco, é o Santo que mais ocupa o mundo dos ensaios, artigos, textos e teses. É o Santo presente nas artes plásticas e em debates de diversos setores de assuntos religiosos ou não. Conhecido dentro e fora do cristianismo tem o respeito e a admiração de protestantes, anglicanos, ortodoxos. Atravessa a fronteira do ocidente e é conhecido na Índia, China e Japão. Um pastor calvinista, professor em Strasburgo, o grande Paul Sabatier, o trouxe para o mundo das Fontes Franciscanas com um sério estudo histórico-crítico de seus Escritos e Biografias. Personalidades conhecidas da política e dos espaços acadêmicos se referiram a ele, como por exemplo Lênin e Renan.

Cena do filme Brother Sun Sister Moon, um filme ítalo-britânico de 1972, dirigido por Franco Zeffirelli, com trilha sonora de Riz Ortolani e canções de Donovan. Tem como protagonistas Graham Faulkner, Francisco de Assis; Judi Bowker, Clara.

A nossa reflexão continua...

quinta-feira, 28 de maio de 2015

ITINERÁRIO FRANCISCANO E CLARIANO EM ASSIS – 2015



ITALIA – PORTUGAL – FREI VITÓRIO MAZZUCO, OFM

SAÍDA:06/set/2015

01º Dia – 06/set - RIO / ROMA - Apresentação direta no Aeroporto Internacional Tom Jobim, assistência ao embarque com destino a Roma com conexão em Lisboa.

02º Dia - 07/set – ROMA / ASSIS - Chegada em Assis, acomodação no hotel, primeira tomada de conhecimento da cidade. Na parte da tarde, visita à Rocca Maggiore. Explicação da vista panorâmica da cidade. Jantar no Hotel.

03º Dia - 08/set – ASSIS - Café da Manhã no hotel. Visita à Basílica de Santa Clara. Crucifixo de São Damião. Casa paterna de Francisco, lugar onde nasceu e loja de Pedro Bernadone. São Francisco Piccolino. Tarde – visita à Catedral de São Rufino. Pia batismal. Renovação das promessas do Batismo. Jantar no Hotel.


04º Dia - 09/set – ASSIS - Café da Manhã no hotel. Visita à Praça do Vescovado. Celebração do despojamento. Visita à Igreja de Santa Maria Maior, que na época de Francisco era a Catedral de Assis e onde ele foi batizado. Visita à Santa Maria Soppra Minerva, na Praça Central de Assis. Tarde – visita à Basílica de São Francisco. Igrejas de Santo Estevão e São Pedro. Jantar no Hotel.

05º Dia - 10/set – ASSIS - Café da Manhã no hotel. Visita a São Damião. Visita guiada e manhã de reflexão. Tarde – visita à Santa Maria dos Anjos, Porciúncula. Jantar no Hotel.

06º Dia - 11/set – ASSIS / GRECCIO - Café da Manhã no hotel. Saída para o Vale de Rieti e visita ao Santuário de Greccio. Visita guiada e manhã de reflexão. Tarde – visita a Poggio Bustone. Jantar no Hotel.

07º Dia - 12/set – ASSIS / FONTE COLOMBO - Café da Manhã no hotel. Visita ao Santuário da Regra em Fonte Colombo. Visita guiada e manhã de reflexão. Tarde – visita ao eremitério de La Foresta. Jantar no Hotel.


08º Dia - 13/set – ASSIS / CHIUSI / LA VERNA - Café da Manhã no hotel. Saída para Monte Alverne. Jantar no Hotel.

09º Dia - 14/set – ASSIS - Café da Manhã no hotel. Saída para o Eremo Dei Carceri. Dia de deserto. Noite – despedida da cidade com serenata na Praça Central de Assis. Jantar no Hotel.

10º Dia - 15/set – ASSIS / CASCIA / ROMA - Café da Manhã no hotel. Saída de Assis com destino ao Santuário de Santa Rita de Cássia. Tarde – chegada a Roma, acomodação no hotel, jantar, noite livre para descanso e entretenimento ou giro pela noite de Roma. Jantar no Hotel.

11º Dia - 16/set – ROMA - Café da Manhã no hotel. Saída para audiência com o Papa Francisco e visita ao Vaticano. Tarde – visita à Basílica de São João do Latrão. Jantar no Hotel.


12º Dia - 17/set – ROMA - Café da manhã, Após visita à Basílica de Santa Maria Maior, Coliseu, Fontana di Trevi, São Pedro in Vicoli (estátua de Moisés). Tarde - livre para cada peregrino fazer sua própria programação. Jantar no Hotel.

13º Dia - 18/set – ROMA / LISBOA/ FÁTIMA - Café da manhã no hotel. Embarque no aeroporto de Roma com destino a Lisboa. Saída para Fátima chegada em Fátima, acomodação e Jantar no Hotel. Visita ao Santuário de Nossa Senhora. Jantar. Noite – participação na procissão luminosa.


14º Dia - 19/set – FÁTIMA / LISBOA - Café da manhã no hotel. Em seguida visita ao Santuário e os túmulos dos três pastorinhos, Capela das Aparições (Santa Missa). Em seguida visita a aldeia onde moravam os três pastorinhos.
Prosseguimento para Lisboa, visita panorâmica: Mosteiro dos Jerônimos, Torre de Belém, Praça do Comercio, Praça Marques de Pombal e a Igreja de Santo Antônio (onde o mesmo nasceu). Jantar no hotel.

15º Dia - 20/set - LISBOA / RIO - Café da manhã no hotel. Em horário previamente marcado, embarque no aeroporto da Portela – Lisboa, para Embarque com destino ao Rio de Janeiro. Chegada ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.

CONDIÇÕES GERAIS
SERVIÇOS INCLUÍDOS: Passagem aérea em classe econômica, conforme trechos indicados no programa / Alojamento em hotéis de categoria turística, quarto duplos com meia pensão (Café e Jantar). Visitas indicadas no programa, com guias em português / Ônibus de luxo, com Guia acompanhante em português, durante toda viagem. Gorjeta dos guias e motoristas

SERVIÇOS NÃO INCLUÍDOS: Despesas com passaportes / Taxas de Embarque e Seguro de Viagem/Bebidas, lavanderia, telefonemas, táxi, etc / Refeições, não indicadas no programa. Passeios opcionais nas cidades. Extras em geral, ou qualquer serviço não mencionado como incluído no programa.

PREÇOS - Calculados em Dólares ao câmbio turismo de compra do dia do pagamento Os preços ou tarifas indicadas no folheto podem variar em função da data da cotação e /ou algum evento especial, bem como, quando for o caso em razão da variação ou aumentos autorizados pelas entidades competentes. Os preços foram calculados para grupo indo e voltando na mesma data. Qualquer alteração será cobrada multa de 200,00 dólares mais a diferença tarifária quando houver.

FORMAS DE PAGAMENTO: Inscrições mediante pagamento de USD 600,00 (setecentos dólares) como parte do pagamento da viagem e garantia de inscrição. O saldo restante deverá ser quitado até 45 dias antes da viagem.

PREÇO DO PACOTE (AÉREO + TERRESTRE)
EM DÓLARES
PREÇO POR PESSOA, EM QUARTO DUPLO (BASE 32 PESSOAS)
US$ 3.949,00
PREÇO POR PESSOA, EM QUARTO DUPLO (BASE 27 PESSOAS)
USD 4.013,00
PREÇO POR PESSOA, EM QUARTO DUPLO (BASE 22 PESSOAS)
USD 4.249,00
SUPLEMENTO QUARTO INDIVIDUAL
US$ 866,00
TAXAS DE EMBARQUE + SEGURO DE VIAGEM
US$ 220,00

Os valores em dólares serão convertidos em moeda nacional ao cambio do dia de pagamento – www.itiquiraturimo.com.br.
Preços válidos para grupos de 30 pessoas viajando juntas.

FORMAS DE PAGAMENTO: A VISTA OU ENTRADA MINIMA DE US$ 600 DOLARES (Deduzido da Excursão = Taxa de Inscrição = Garantia de Vaga)

RESTANTE PARCELADO PARA PAGAMENTO COM QUITAÇÃO COM ATÉ 45 DIAS ANTES DA VIAGEM. PARA PAGAMENTO PÓS-VIAGEM NOS CONSULTE.

INFORMAÇÕES E RESERVAS: PEREGRINUS VIAGENS – ITIQUIRA TURISMO

Av. Andrômeda, 1162 – Sl 4
Jardim Satélite - CEP: 12230-000
São José dos Campos – SP
Tel.: (12) 3204 5195 ou 3018 1816

Rua Pedro de Toledo, 78 – sl 12
Centro - CEP: 12500-340
Guaratinguetá – SP
Tel.: (12) 3013 9182 ou 3013 9183

sexta-feira, 22 de maio de 2015

ANO DA VIDA CONSAGRADA - Reflexão sobre os votos - Conclusão



O Evangelho todo é um mundo de conselhos que foram sintetizados nestes três que acabamos de refletir. Os votos são a canalização qualitativa de uma única e grande vocação: a Vocação Cristã! A Vocação à Santidade é  Universal, mas a Vocação Religiosa  que eu escolhi é um projeto de Deus sobre a minha Vida. Existem muitas vocações para escolher, mas Deus me deu esta vocação para seguir. Tenho que seguir de um modo heroico este Projeto de Deus que mudou a minha vida e a minha história. Este Projeto é um Estado de Vida. Tenho que ajudar Deus a descobrir cada dia a sua Vontade sobre a minha pessoa. “Senhor, que queres que eu faça?” E amar muito a vida que escolhi, pois no campo do Amor não se faz nunca o bastante. Vamos recomeçar!

                                                                                                      Frei Vitório Mazzuco OFM

SUGESTÃO DE BIBLIOGRAFIA PARA COMPLEMENTAR O ESTUDO

1. Silvestre Gialdi,  Votos Religiosos- Consagração à Trindade, Comunhão com a Igreja e missão no mundo .  Voz
2. Anselm Grün e Andrea Schwarz,  Chamados a Viver o Evangelho – A Espiritualidade dos Conselhos Evangélicos.  Vozes

segunda-feira, 18 de maio de 2015

ANO DA VIDA CONSAGRADA - Reflexão sobre os votos - IX




4. A CASTIDADE – A PUREZA DE CORAÇÃO



Mediante a castidade, Deus, que é Amor, Bondade Total, Beleza Maior, vem aceito e amado como o Supremo Bem. Ele é a única realidade afetiva que nos pode preencher pois aparece como a Fonte do Amor. Amar a Deus como a centralidade da existência é a maturação do Amor que desenvolve todo o nosso mecanismo afetivo. A castidade só pode ser entendida na perspectiva do Amor a Deus. É a descoberta e a aceitação deste Amor como força transformadora que desenvolve o Coração e determina positivamente a existência.

Pela castidade podemos resumir e transcender toda a nossa vida em forma de doação por Amor. É uma doação e não uma fuga. Não somos castos para nós mesmos, somos castos para o Reino de Amor.

Amar a Deus Pai e a seu Filho Jesus Cristo é um Amor necessariamente plural. Uma disponibilidade e doação profunda de todo ser, a entrega total do coração humano ao Coração de Deus. É o maior desenvolvimento integral da pessoa humana. Não é uma privação do Amor, mas a sua ampliação.

Castidade não é dividir o Amor, mas sim os frutos do Amor! É um amor que se expande para toda a humanidade.

Algumas ideias sobre a Castidade para uma reflexão pessoal e comunitária:


- A Pureza de Coração é o secreto tesouro levado dentro em mim em todos os caminhos. Um tesouro guardado, cuidado, que atrai em segredo... É o tesouro da alma escondido no corpo.

- Castidade é amar como Deus ama. Um amor apaixonado por todas as pessoas e por todas as coisas da terra.

- É a força que nos endereça, que nos leva ao segredo íntimo das coisas da vida. A Castidade é um guia que nos conduz ao encontro da máxima doação de nós mesmos.

- É o olhar penetrante do Amor que vê o fundo mais profundo de todos os Desejos como pura Graça e esplendor natural do Desejo de Amor de Deus.

- É como diz  Angelus  Silesius: “Floresce por florescer”.

- Castidade é retrato vivo de mãe aconchegando o filho, o canto inocente da vida.

- É o íntimo mais íntimo de nosso ser.

- É um ver amoroso.

- É estar na eterna infância do Evangelho. Ser criança, ver tudo como criança e tornar-se criança para entrar no Reino Adorável do Pai Celeste.

- É voltar sempre e estar na simplicidade originária.

- É estar no êxtase supremo do louvor da Vida!

- A pessoa casta escuta mais o Mistério e a Graça. Não vive no cativeiro de sua vontade, mas na Vontade de Deus, no desejo de amar como Deus ama.

- Ver que Jesus é a Pureza de Coração. Maria, a fonte virginal. José, a Pura Simplicidade e o Silêncio respeitoso do Amor. Eles estão no caminho da perfeita correspondência de doação à vida.

- Um coração cheio de algo profundo não tem espaço para banalidades.

- Castidade não é reprimir necessidades, mas transformar, por amor, projetos de vida com a mais forte capacidade de Amar. Não é privação, mas sim força do amor!

- Castidade não tem a ver com genitalidade, nem com sexualidade, nem com a não realização de um ato sexual; mas é o permanecer na mais pura transparência de seu Ser, por causa do Reino do Céu. 

- Castidade é o coração indiviso. É dizer: eu sei a quem eu entreguei o meu coração. É Amor Oblativo.

No próximo post, a conclusão!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

ANO DA VIDA CONSAGRADA - Reflexão sobre os votos - VIII




Algumas ideias sobre a Pobreza para uma reflexão pessoal e comunitária:


- A Pobreza é estar abandonado à vida e nela conquistar a paz e a solidariedade de todos os que habitam a paisagem da vida.

- É a inspiração dos Mendicantes que inspiraram a origem das nossas Fraternidades Primitivas: atitude de acolhimento e cuidado por aquilo que recebeu.

- Pobre não é aquele que não tem, mas aquele que tem a coragem de pôr tudo em comum. Aquele que tudo dá, tudo patilha, tudo divide.

- Pobreza não é viver do salário mínimo, porque não é critério econômico. Não é viver numa situação sem nenhuma segurança material; mas é viver como Jesus Cristo viveu.

- É espaço de acolhida para tudo o que a vida me oferece como gratuidade.

- Não associar a palavra Pobreza com o carente, o indigente, com o que tem grande privação. A pobreza material pode ser avaliada ou ser ou não ser privilegiada por uma sociedade de consumo. A Pobreza Evangélica é sem medidas. A Pobreza Espiritual escapa de qualquer avaliação. Não importa a medida do ter. É uma atitude de despojamento interior. É o que está plenamente na sua, satisfeito, feliz, realizado. Nem mais, nem menos. Está pronto! Está na medida do necessário.

- São Francisco de Assis  dizia que é o “sine próprio”. O sem nada de próprio, sem nenhum apego, sem nenhuma posse.

- É a renúncia a todo poder que acumula. Renúncia a toda segurança porque está na cordialidade do Senhor.

- Ser Pobre  é ser flexível, leve, vivaz, firme, sempre no seu tempo, sem ansiedade, apto à paciência da espera, sempre inteira em cada coisa, viver na paciência, corajosa em seu modo de ser, ter uma constância suave e forte, aberto à simplicidade, ir sem bagagem pesada porque leva o suficiente, tem a vitalidade de deixar ser a vida ao redor, não fixar-se, não instalar-se, não querer nada possuir porque possui a Riqueza Essencial.

- Ser Pobre é ter a liberdade do Amor Evangélico. Um modo de amar que nos faz livres, que nos dá um Amor intenso que sempre transborda, que expande, que não é mesquinho. O Pobre Evangélico não contenta com o já feito, abre novos horizontes, não se satura e nem satura os outros, sempre busca, renova-se cada manhã. O pobre é matinal, tem a coragem de lançar-se cada dia na aventura de amar. Possui muita vivacidade e não a viscosidade do apego. Tem maleabilidade, tem a dimensão do peregrino, vive o momento presente, assume radicalmente a condição de criatura. Abre-se à Graça do Amor do Pai!

No próximo post, "A castidade - a pureza de coração"

sexta-feira, 8 de maio de 2015

ANO DA VIDA CONSAGRADA - Reflexão sobre os votos - VII



3. A POBREZA – O SEM NADA DE PRÓPRIO

Através da pobreza, Deus, Riqueza e Providência Maior, vem  aceito, seguido e amado como suprema segurança e suficiência nossa. Só Ele e seu amor nos bastam. Com o coração, evangelicamente livre e despojado, conscientes de tudo o que temos para nos levar a viver mais disponíveis aos outros e humildemente ordenados ao confronto consigo mesmo e com as exigências da vida. A pobreza não é um ideal a partir de si mesmo. Jesus nunca pregou a pobreza a partir de si  mesmo, mas é a nossa total dependência dos bens de Deus, somos administradores e administradoras de seus bens, e não patrões. Fazer crescer e multiplicar os bens de Deus, e não guardar sem vida.  É a total confiança em Deus que nos dá maior disponibilidade em fazer o Bem. O verdadeiro Pobre Evangélico se empobrece para realizar-se melhor no Amor. É amar a Deus e ao próximo mais do que a nós mesmos.

É viver a perspectiva franciscana de que Deus é o Único Bem, o Sumo Bem, o Bem Pleno, o Bem total. É vencer o excesso de apego para colocar a vida em vista do amor providente de Deus.
É viver sem nada de próprio, nu diante de Deus. Se  estamos apenas repletos de Deus nos tornamos naturalmente Pobres. Não se explica a pobreza a partir da materialidade, mas de um coração livre, cheio de Amor. O repartir com o outro  é a medida da nossa generosidade, da comunhão, da misericórdia. O próximo é a minha capacidade de dividir e doar o que sou e tenho, especialmente quando este próximo é mais pobre do que eu.

É viver a pobreza como desafio de uma abertura total do coração generoso para experimentar uma verdadeira comunhão fraterna. Pobreza é ser livre para dedicar-se mais e melhor a alguém ou a uma causa. É ir apenas com a retidão do coração, no exercício concreto do Amor que é a Caridade, com o coração leve e limpo, com muita sensibilidade para construir fraternidade. É fazer-se pobre para enriquecer o próximo.

É ser Pobre de si mesmo para ser inteiramente livre para os outros. Acumular torna insensato, um escravo sem liberdade interior. O verdadeiro pobre é livre na própria vontade de libertação. É ser como Jesus que foi: Pobre para deixar transparecer apenas a Glória do Pai.

No próximo post, "Algumas ideias sobre a Pobreza para uma reflexão pessoal e comunitária".

Imagem: "Núpcias místicas de São Francisco com a Senhora Pobreza", alegoria franciscana pintada por Giotto di Bondone, na Basílica inferior de São Francisco, em Assis.

terça-feira, 5 de maio de 2015

ANO DA VIDA CONSAGRADA - Reflexão sobre os votos - VI



Algumas ideias sobre a Obediência para a reflexão pessoal e comunitária:

- Aceitar a Vontade de Deus para com a minha vida não é uma exigência, é um dom. Não é escravidão, mas graça libertadora. A verdadeira grandeza de Maria não é ter dado o seu próprio corpo, mas ter obedecido a voz do Senhor. “Faça-se em mim segundo a vossa Palavra, segundo a vossa vontade”.

- Quando falamos de Obediência, a primeira ideia que nos vem é que ela só é possível no relacionamento de uma superior/a e com o Irmão/ã. Não é  ideia de superior e inferior. Isto não é Obediência, mas uma relação de poder. Obediência não é poder, mas serviço.

- A presença de uma superior/a é uma mediação da vontade de Deus que procura olhar a vontade de Deus manifestada no viver comum dos irmãos/ãs. Ser superior/a (ou coordenador/a de uma Fraternidade) é ser um instrumento qualificado da Vontade de Deus. O primeiro obediente da Fraternidade deve ser o superior/a que deve servir por amor aos irmãos/ãs. O seu serviço é sempre um Projeto de Amor. É a acolhida cordial da autoridade que me pede algo muito grande, mesmo nas pequenas coisas. Não concerne somente a uma pessoa, mas a todas da comunidade. Todas são convidados a ouvir um grande apelo.

- Etimologicamente, a palavra vem do latim “obaudientia”. “Ob” é partícula indicativa de abertura, acolhida, disposição, possibilidade. “Audientia” (do verbo “audire”) é ouvir, escutar profundamente, auscultar. Obediência, na força do significado da palavra, é colocar-se todo ouvidos na abertura, na acolhida daquilo que está sendo proposto. Ser todo abertura na acolhida para ir ao encontro de um Valor Maior. É escutar o Valor Maior que move a minha vida.

- O exercício da Obediência comporta certo sacrifício. A Obediência é uma Escola. A Obediência é um processo de maturação, de personalização da Religiosa e da Comunidade.

- Obedecer é olhar a diferença sem impor. Obedecer é compreender-se.

- Autoridade e Obediência são aspectos complementares da mesma participação de oferta e serviço. Obedecer é responder em plenitude segundo seus próprios dons.

- Na Obediência se vive o próprio Mistério Pascal de Cristo: sofrer para ser livre!

- É fidelidade e lealdade a um Projeto de Vida que se escolheu.

- Não se é obediente quando se cumpre ordens, mas sim quando, em todos os momentos, em todos os movimentos de uma vida abraçada, se busca ser fiel ao que se propôs.

- Contribuição de cada uma com sua riqueza pessoal, com todas as suas potencialidades. Dom de si.

- Não é passividade e nem conformismo.

- É esforçar-se em procurar o que fazer a mais e não um rápido servir e escapar.

- Obedecer é colocar a vontade própria a serviço de tudo e de todos.

- É ter a humilde e corajosa iniciativa na tarefa recebida.

- É prontidão, pressa em dar um encaminhamento e solução.

- Uma maneira de servir lúcida e ativa.

 - Obedecer por afeição e não por dever.

- Estar sempre pronto para manifestar generosidade.

- Mudar o “será que eu devo?”, “será que vou ser capaz?”, para o  “eu posso!”, “e quero!”

- A Comunidade é uma conquista conjunta da Obediência.

- Por obedecer ao Senhor eu me abandono ao Carisma, à sua causa e à sua Grande Inspiração.

- É o senso de pertença a esta família religiosa que obedece conjuntamente há tantos anos.

No próximo post, o tema "A POBREZA – O SEM NADA DE PRÓPRIO"