quarta-feira, 30 de abril de 2014

PORQUE SOU LIVRE, SOU RESPONSÁVEL - II



Ser livre é escolher uma Força Espiritual e viver uma pertença que mostre o diferencial na cultural atual. Estamos em épocas de grandes mudanças. Um feixe de processos. É muita coisa para uma cabeça só! Ser livre é não perder-se neste emaranhado. Ser livre é mobilizar em nós e, em nossas escolhas, as melhores energias que  temos.

Ser livre é a libertação de todo tipo de tutela. Tutela é a canga que colocam sobre nós. Tutela são algumas tradições que não servem mais e precisam ser revistas.  Ter a coragem de em meios a escombros reconstruir a casa. Ser livre é saber que a história não é um contínuo amontoar-se de ruínas. Temos que nos libertar da tutela do medo. Viver com medo é ser escravo. Esta não é uma frase que tem apenas uma função terapêutica. Mas é decisão de liberdade de tomar a vida nas mãos e voltar a moldar o humano forte. Uma vida com medo é uma vida desumanizada. O amedrontamento cria peso de estruturas e agressividade. Ao reagir ao medo reage-se de forma violenta. A nossa civilização é especialista em produzir medo, por isso a nossa liberdade perdeu a sua pureza. As indústrias de segurança nunca ganharam tanto dinheiro! Em meio a tudo isto  temos que continuar perguntando: Quem vive? Quem é humano? E responder: não podemos ser pequenos! Não somos marionetes de uma história assim.

Ser livre é saber que Deus não nos quer punir. Ter fé é a coragem de abrir caminhos de liberdade. A fé abre caminhos onde não existem caminhos.  Só a fé pode nos libertar do medo. Não podemos manipular a vontade de Deus; às vezes colocamos a vontade de Deus sob o domínio da  vontade própria ou no que dizem sacerdotes e pastores.  Ser livre é recuperar a confiança perdida e acreditar na atuação de Deus na história através da pessoa que eu sou. Temos que nos libertar das tutelas das religiões que ainda decidem quem vai para o céu ou para o inferno. Quem são os eleitos e quem são os condenados? Vamos abraçar mais a fé!  “Vai, tua fé te salvou!” Todos nós temos uma fé e uma força que nos salvam. Os olhos tem que ver coisas que jamais viram. O vigor e a energia são o modo de ser da fé. Naquilo que  acreditamos é que somos fortes.

Continua

quinta-feira, 24 de abril de 2014

PORQUE SOU LIVRE, SOU RESPONSÁVEL

OU COMO A HERANÇA FRANCISCANA CRIA SUJEITOS HISTÓRICOS FORTES E NÃO INDIVÍDUOS ENFRAQUECIDOS EM MEIO AO CIRCO DA MODERNIDADE 

Sino e relógio. Alarmes de celulares. Toques de sinais diversificados, tudo construindo o tempo. Podemos imaginar, sentir e viver um tempo que passa tão rápido... e, em meio a esta aceleração toda,  perguntar: Como estamos nós?  Como nos sentimos? Qual a liberdade de ser o que temos que ser? Mais do que dar uma resposta à civilização atual temos que nos preocupar com uma humanidade possível. Temos que perguntar sobre o que nos possibilita e o que nos oculta. Liberdade é recuperar a inocência perdida, voltar ao natural, exigir a calma e não a hiperatividade. O tempo nos dá a beleza, mas o cronômetro tira o nosso olhar contemplativo. Tempo tornou-se ritmo de produção e não o gosto de existir. Do bilhete único à tarefa única. O tempo não é decidido pela pessoa. O tempo tirou a autonomia de nossa vida. Somos escravos da pressa. O tempo é a máquina do nosso tormento e não o nosso alimento.

Não é fácil pensar a Liberdade em tempos que o mercado nos escraviza, em que o dinheiro tem uma força real e simbólica e que nós pensamos o que pensam as mídias, e o capitalismo como sistema organiza ainda, tendenciosamente, a totalidade das nossas relações. Produção em massa para um consumo de massa. Dizemos que somos livres, mas aceitamos a ‘macdonaldização’ da existência. Entramos numa baia para comer uma comida que já foi escolhida por um cardápio que não é nosso. É a uniformização da vontade que nos reduz a ser iguais em tudo. É a disciplinização dos corpos: parar para comer rápido e abastecer-se para trabalhar  mais rápido ainda. Ser livre é não ser massa. Ser livre é não deixar-se envolver pelas muitas contradições que movem o nosso mundo. Ser livre é começar a pensar e escolher  com a própria cabeça e coração!

Continua

terça-feira, 22 de abril de 2014

ESPIRITUALIDADE E SAÚDE - Final


Desta nossa série hoje temos que sair com algumas setas indicativas de um caminho que precisa ser percorrido.

1. O CAMINHO DA INICIAÇÃO:  O Iniciado (a ) é aquele (a) que tem um Caminho Orientado. Seu caminho é orientado pelo Coração e pelo Desejo. O coração nos deixa afastar do caminho do Amor. Tem os seus passos orientado por uma Grande Convocação, por uma Inspiração e por Princípios que regem a sua vida. Em cada passo tem um Mestre que vai orientar a sua Vida.  INICIAÇÃO significa receber Algo Muito Grande e passar isto adiante. Não separar o que Deus uniu: corpo e alma, espírito e matéria.

2. A TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE  NA SAÚDE: Deus prepara a Terra como um quadro para a existência da humanidade. A criatura humana está no centro do interesse do Criador. É criado por graça e chamado desde o início a um projeto salvífico. Cuidar do saudável é não depreciar a vida, mas assumir um sentido pleno. Viver é dom de Deus. Estar do lado da vida e prolongá-la. A saúde pertence à estrutura teológica e antropológica da pessoa. É um projeto de vida e perfeição, sempre se pode pedir mais cuidado à saúde. É a arte de viver. É a capacidade de apropriação e posse da corporeidade para levar a uma harmonia entre corpo, psique  e espírito.

3. A INCORPORAÇÃO DA SAÚDE À PASTORAL: Preparar bem os agentes da Pastoral da Saúde, com bagagem doutrinal adequada, porque eles estão muito próximos da complexa realidade do mundo da saúde e da doença. Pensar e projetar de modo diferente a ação evangelizadora de modo que ela esteja mais do lado da saúde. Não se fala mais da Pastoral dos Enfermos, do sofrimento e de Visitas a hospitais, mas sim de uma presença que leve o bem estar psicofísico do ser humano. Não falar de resignação e consolação, mas oferecer vida e vida em abundância (Jo 10,10). Uma Pastoral que acolhe o dom da vida e exorta a viver!  Não uma ação sacramentalista, mas evangelizadora.

4. A CONSCIÊNCIA DE QUE SOMOS TERAPEUTAS:  Terapeuta é aquele que cuida da totalidade do humano e da vida. É estar na raiz bíblica que nos testemunha que Deus tem como objetivo a cura total do ser humano. Anunciar a transformação do humano é trabalhar pela construção do Reino. Salvação, salus, sanar, cuidar, tudo deriva da saúde: a cura integral do ser humano. O ser humano é o resultado de relações recíprocas entre os componentes físicos, emotivos, mentais, espirituais e sociais.

5. COMPREENSÃO DO TERMO SAÚDE:  Etimologicamente  salus, salud, santé, health, e significa  totalidade e integridade. A saúde só tem sentido no quadro de uma visão holística do ser humano (Bernard Häring), ela remete ao centro. Saúde tem a ver com o ser humano que superou tudo o que é confuso, precário e fragmentado, que satisfez seu impulso infinito par a felicidade, a vida e a alegria, que chegou por completo ao que é ele mesmo.  Sociologicamente saúde é a busca e a fé comum da humanidade em buscar o melhor no nascimento e no decorrer da existência, criar um estilo de vida saudável que revele que concretize a epifania do humano pleno.  Antropologicamente é uma melhor visão do ser humano. Perguntar pela saúde é perguntar pelo ser humano. É um modo de estar no mundo de bem com a vida.  É a plena atenção ao bem estar, tanto físico, espiritual como psicológico, para criar um novo tipo de humanidade possível.

6. VIVER NUM ESTADO TERAPÊUTICO: Ultrapassar sempre as fronteiras do limite. Não instaurar o caos em si mesmo. Abrir as portas para o mais secreto e o mais íntimo de si mesmo. O que somos é o que nos nutre. O ser humano precisa dar um salto qualitativo: conectar a sua vida com seu centro sagrado e absoluto. Procurar uma noiva maneira de existir, com mais profundidade e mais humanidade. Acender a Iluminação e percorrer um caminho de liberdade. Saúde é procurar um Encontro com o melhor e com o transcendente, seja qual for a forma ( amor, espiritualidade, religião sonhos ) como um Chamado, uma Vocação. O corpo é o apoio do raio divino.


OBRAS REFERENCIAIS:
Pessini Leo e Barchifontanie Christian, “ Buscar Sentido e Plenitude de Vida, Paulinas, São Paulo, 2008.
Álvarez Francisco, “ Teologia da Saúde”, Paulinas, São Paulo, 2013.
Schiller de Kohn Vera, “Terapia Iniciática, em direção ao núcleo sagrado”, Editora Diálogos do Ser,Lorena,2010.

quarta-feira, 16 de abril de 2014


Saúde e Espiritualidade, tema desta série, pode não dar muitas respostas, mas aponta para um  Caminho. Um caminho de transformação e de construção do humano.

São as nossas buscas numinosas e espirituais. O que é o numinoso? É a faculdade de pensar, a inteligência contemplativa que procura compreender o visível carnal e o invisível espiritual, a fala audível e o silêncio inaudível, buscar a parte mais elaborada da totalidade: corpo, mente, alma e coração.

 As nossas buscas que animam a nossa vida. O numinoso se manifesta na natureza, na arte, no encontro, no amor, no espírito, de um coração para outro coração. O numinoso pode ocorrer em um local sagrado ou na leitura de um texto, numa aula; no decorrer de um acidente ou de um sofrimento físico e psíquico intolerável. Pode acontecer através de uma experiência do absurdo, onde somos obrigados, às vezes, a ir além da razão; ou em uma experiência de solidão, quando, de repente, nos sentimos envolvidos por uma Presença. É o local onde o Divino se reflete no humano.

Saúde e Espiritualidade tem que fazer este encontro porque nós estudamos demais o ser humano a partir de suas doenças, quando poderíamos conhecê-lo melhor a partir de seu estado de realização.

A nossa dificuldade com este tema Saúde e Espiritualidade é que a saúde está associada ou ligada à doença, quando ela é outra questão. Saúde é fazer que o coração e o corpo estão pedindo. Mesmo assim, a perspectiva conceitual de opostos continua. Paul Tillich diz: “A saúde é um termo incompreensível se não for confrontado com seu oposto”.

A Espiritualidade quer ajudar a sairmos da compreensão que o caminho, para se chegar a saúde, passa através da enfermidade. A saúde não é algo que fica escondido até que a doença a faça aparecer. Será que somente a doença nos faz descobrir o corpo? Saúde não é não sentir nada. Ou será que precisamos mais  sofrer do que  desfrutar? A sabedoria popular diz que saúde a gente aprecia quando a perdemos.

Precisamos recuperar a dimensão Terapêutica do Mistério da Salvação. A atividade Terapêutica de Cristo não foi só curar doenças, mas instaurar o Projeto Salvífico do Pai, isto é, o Sadio da Existência: um desejo de viver e viver em plenitude!

Continua

segunda-feira, 14 de abril de 2014

ESPIRITUALIDADE E SAÚDE - II



A espiritualidade é saudável enquanto traz calma, amor e senso de pertença, que tem uma correlação física positiva em relação à saúde. Quando ela é moralista traz muita culpa, pecado e demônio e isto não é saudável. A prece contínua e apaixonada traz muita tranquilidade, gratidão e um estado físico e mental positivo. Quantas pessoas não melhoraram ao saber que muitos oravam por ela.

A espiritualidade é a abertura da consciência ao significado e a totalidade da vida, e isto traz qualidade ao processo vital. Há algo de sadio em preencher a vida com o mitificante, o imaginário, o simbólico e o espiritual.

A espiritualidade leva à uma transformação da visão de mundo, nas quais as coisas se integram como e uma melodia, o que nos faz reconciliar com o nosso universo interior e exterior.

O ser humano, em suas dimensões de ser e agir, recebe muitas denominações: Homo faber/economicus - aquele que produz, aquele que consome, aquele que tem uma forte experiência criadora. Homo amans - aquele que ama, que permite integração afetiva e social. Homo patiens - aquele que sofre e integra em sai finitude. Homo religious – o que transcende e busca o significado da vida.

Na junção de todas estas denominações é que ele conquista o ethos da saúde. É a sua luta heroica para estar bem em tudo o que é e faz. Sai de seu mundo interno e vai expandir-se para o mundo externo. Precisa ganhar o mundo, vive a luta pela sobrevivência e pela autoafirmação.  É a sua maior abertura ao outro diferente de si mesmo, abertura ao sentimento, compaixão, cooperação, e as suas indagações pelo sentido de viver.

A vivência  atenta destas fases possibilita uma vida saudável, insere no fluxo natural da vida e o faz integrar as perdas e a ressignificação. Elaborar uma compreensão das perdas e sofrimentos faz parte do crescimento pessoal. A aceitação e assimilação do sofrimento é uma conquista da vitalidade psicológica do indivíduo, e isto permite forjar uma estrutura psíquica capaz de suportar a verdade da alternância de opostos, das perdas e ganhos que fazem parte da realidade da vida.

Continua

quarta-feira, 9 de abril de 2014

ESPIRITUALIDADE E SAÚDE

Algumas ideias para a reflexão

Há uma busca, na contemporaneidade, do tríplice sentido de ciência, crença e saúde. É um interesse existencial que une o viver saudável, o conhecimento científico e o mergulho no mundo do transcendente. Há pesquisas que provam e comprovam que o cultivo da fé, o caminho espiritual, a participação em uma comunidade fazem bem a saúde e ajudam as pessoas a viverem com mais sentido, a viverem mais tempo. Fé é um fator de saúde!

O conceito atual de espiritualidade está mais desvinculado de uma religião e podemos dizer que “espiritualidade é a busca de sentidos, uma ligação com uma força interna e externa que envolve a convicção de que se está realizando um papel e um propósito inalienáveis numa vida que é um dom, uma vida que traz a responsabilidade de realizar o pleno potencial que se tem como ser humano. É ser capaz de alcançar um sentido de paz, alegria, realização e transcendência por meio do vínculo com Algo maior que o próprio eu”. ( William Breitbart, psiquiatra)

Espiritualidade é uma construção de fé e sentidos. Vejamos a formulação de Victor Frankl que assim esquematiza a conscientização da dimensão espiritual dentro da experiência humana:

1. Sentido da Vida: A vida é um dom e tem sentido e estes sentidos nunca se esgotam, mesmo no último momento. Os sentidos podem sofrer alterações, mas  nunca desaparecem.

2. Vontade de Sentido: O desejo de descobrir sentido na existência humana.

3. Liberdade da Vontade: Ter a liberdade de descobrir sentido na existência e escolher uma atitude diante dos limites e do sofrimento.

4. O Sentido na Vida: preencher a vida de criatividade, experiência e atitude

Continua

quarta-feira, 2 de abril de 2014

FESTA DE SANTO: UMA ESPIRITUALIDADE BRASILEIRA - Final


5. Festa do Divino: festa do povo

1. “A festa do Divino é a festa do Espírito Santo elaborada e celebrada pelo povo junto com a Igreja em Pentecostes para a Festa do Divino Espírito Santo. Não pode ser uma celebração sem emoção, sem alma, e muito fria. Muitos católicos, nesse dia, entram e saem da missa sem saber o que se celebra no dia de Pentecostes.

A devoção do povo ao Divino Espírito Santo é o povo na rua, o povo em procissão, o povo partilhando refeição, a bebida, a dança e a música. O povo construindo sua liturgia a céu  aberto, comungando com a natureza. O Espírito é Aquele que  iluminou a terra e a fecundou desde seu início: “A terra era um vazio imenso, sem nenhum ser vivente, e estava coberto por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o Espírito Santo de Deus se movia por sobre a água”, descreve nos seus primeiros versos o Livro do Gênesis .
Festa do Divino, é uma festa espiritual, uma festa da devoção do povo nos seus símbolos, nas suas músicas típicas, nas danças e folias do Divino, nas bandeiras vermelhas e coloridas que traduzem a esperança da bênção e da cura, da proteção à lavoura e à cidade. A bênção da fartura do alimento, a luz para as autoridades do município e da Igreja para administrar bem a terra sobre a bênção do Divino.

Festa do Divino, festa do povo que expressa sua devoção e confiança erguendo o Mastro do Divino nas alturas para que, a exemplo do que acontecia nos navios antigos, o mastro levantasse a sentinela bem no alto  para sempre vigilante,  pudesse assinalar a aproximação do perigo. Assim o Espírito Santo, representado  em sua bandeira no alto do mastro, está a espreita para defender  seu povo.

Festa do Divino, festa do povo que expressa sua devoção e profunda fé que se manifesta no gesto de “deitar-se para o Divino” a Mortalha. Os devotos “amortalhados” deitam no chão, cobrem-se de lençol feito mortalha. O “amortalhado”, em sinal de gratidão, morre para si mesmo para viver somente do Divino, o Divino Espírito Santo.

Congada na Festa do Divin de São Luiz de Paraitinga 

As cantorias, as congadas, as procissões coloridas, a quermesse, os comes e bebes.

Celebrar o Divino Espírito Santo é decidir-se pelo novo. É crer na possibilidade de que com Ele a face da terra, o rosto do mundo, podem ser transformados. O maior pecado que podemos cometer contra o Espírito Santo é resistir a mudança, ao novo, seja na igreja, seja na sociedade. O Divino é a força impulsionadora  da Igreja que a impele à uma ação renovadora, transformadora e revolucionaria da realidade e da história. O Divino Espírito Santo sacode a tentação da inércia, do marasmo, da acomodação, da rotina, da mesmice da Igreja e da sociedade. É Ele que desperta profetas, lideranças, movimentos, sínodos, congregações religiosas, formas novas de ser igreja, de fazer politica, formas novas de pastoral, ministérios e serviços na igreja e na sociedade.

Celebrar e festejar o Divino é dizer não ao mal e ao estático. Celebrar o Divino é aderir com unhas e dentes ao “Envia teu Espírito Senhor, e renova a face da terra”.

Em muitas paróquias no interior deste país se  dá um destaque todo especial a esta festa, juntando a liturgia popular da Festa do Divino, criada pelo povo. Com a grandiosa  procissão  das Promessas do Divino, com as bandeiras e bandeirolas típicas e com a congada vinda de um determinado lugar. Venham receber as bênçãos do Espírito Santo!”