terça-feira, 25 de junho de 2013

Francisco de Assis, modelo referencial do humano - X

Na Eucaristia, Francisco contempla um Deus que se dá como alimento. Um Deus que nos abraça por dentro, com um amor visceral. É preciso alimentar-se de uma força espiritual. Diz em seus Escritos: “Diariamente, ele vem a nós em aparência humilde; diariamente, ele desce do seio do Pai sobre o altar nas mãos do sacerdote.

E, assim, como ele se manifestou aos santos apóstolos na verdadeira carne, do mesmo modo ele se manifesta a nós no pão sagrado. E, assim, como eles, com a visão de seu corpo só viam a carne dele, mas contemplando-o com olhos espirituais, criam que ele é Deus, do mesmo modo também nós, vendo o pão e o vinho com os olhos do corpo, vejamos e creiamos firmemente que é vivo e verdadeiro o seu santíssimo corpo e sangue. E, desta maneira, o Senhor está sempre com seus fiéis, como ele mesmo diz: Eis que estou  convosco  até o fim dos tempos!” (14).

A Eucaristia é um encontro de corpos, o meu corpo vai ao encontro do Corpo do Senhor; neste momento, enraizado na terra ele abraço o céu. O Corpo do Senhor é a dádiva que cada dia o céu nos proporciona. É o livre doar-se do sustento de corpo e alma. Numa de suas Cartas, Francisco diz: “Pasme o homem todo, estremeça o mundo inteiro, e exulte o céu, quando sobre o altar, nas mãos do sacerdote, está o Cristo, o Filho de Deus vivo. Ó admirável grandeza e estupenda dignidade! Ó sublime humildade! Ó humilde sublimidade: o Senhor do universo, Deus e Filho de Deus, tanto se humilha a ponto de esconder-se, pela nossa salvação, sob a módica forma de pão! Vede, irmãos, a humildade de Deus e derramai diante dele vossos corações; humilhai-vos também vós, para serdes exaltados por ele. Portanto, nada de vós retenhais para vós, afim de que totalmente vos receba aquele que totalmente se vos oferece” .

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Francisco de Assis, modelo referencial do humano - IX

Da manjedoura à cruz. O humilde está nos lugares fora do comum considerado normal. Ninguém quer a cruz, somente um Deus abraçou-a pra valer. A vida de Francisco foi ter paixão pela Paixão do Senhor. A admiração é tanta que ele olha para a cruz e não é capaz de proclamar o sofrimento. Entra no sofrimento do Amado que consegue ter brilho nos olhos e cantar. O primeiro contato de Francisco com a cruz foi nas ruínas da capela de São Damião. Um Crucifixo bizantino com o Cristo vivo e de olhos abertos. Diz a Legenda que ali a Cruz falou: “Vai, Francisco! Não vês que a minha casa está em ruínas? Reconstrói a minha  casa!”.

A cruz foi a única coisa que ele encontrou em pé em todo desmoronamento. Ele chegou a São Damião, em 1205, entre dúvidas, enigmas, crises e incompreensões. Diante da cruz, descobre que uma vontade bem trabalhada dá coisa grandiosa. Com ele aprendemos que cruz não é fim, mas, sim, fonte. É preciso encontrar, em meio a ruínas, o nosso chão, ouvir uma inspiração e colocar tudo novamente em pé. De São Damião ao Monte Alverne, onde ele recebe as marcas do Crucificado, o Amor o marca definitivamente. Traz na própria carne as marcas do Iniciado: o Amor tomou forma em seu corpo! Em São Damião, ele contempla e vê o Crucificado; no Alverne, ele entra em sua Carne Sagrada. Cruz não é para ver, mas para entrar dentro do mistério. Por não aguentar isso a tiramos das paredes.

Quando somos capazes de abrir o coração para o sofrimento de alguém, algo começa a falar dentro de nós. Ao abraçar o leproso, ele tem um encontro transformante. Amor pede encontro, pede aproximação, união, pede que se toque os dedos nas chagas. Temos que ser marcados pelo Amor, mesmo nos momentos mais difíceis. Tudo o que aconteceu na vida de Francisco foi de grande intensidade.  Ele, com a as suas chagas iguais a de Cristo, está nos dizendo que também temos que ser estigmatizados.

 Não existe ninguém que não tenha sido marcado pelo Amor sem um mínimo de sofrimento. Não devemos ter medo de abraçar o sofrimento, ele nos leva a outros horizontes. Não se chega ao Monte Alverne para ficar, mas para voltar e dizer a todos que quanto mais alguém vive uma profunda experiência afetiva espiritual, mais se torna presente. Em São Damião, Francisco viu o rosto do Amor; na Porciúncula, lugar da Fraternidade, ele viu o Corpo do Amor; no Monte Alverne, ele viu onde o Amor é capaz de chegar: morrer por amor, se for preciso!

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Francisco de Assis, modelo referencial do humano - VIII


A mística de Francisco é seu total envolvimento com Jesus Cristo, o Deus Encarnado. Para ele, Jesus Cristo é o Deus Homem, Servo e Senhor; vai acolhendo Jesus Cristo progressivamente como um Vivente, uma imitação perfeita, uma prática, tornou-se a arte de viver Cristo. O Senhor Jesus e as Palavras de seu Evangelho são o seu vivo itinerário. É o Cristo do Presépio, da Cruz e do Altar.

Sua paixão pela Encarnação fez com que ele representasse, pela primeira vez, na noite de Natal de 1223, no bosque de Greccio, a cena do Nascimento do Senhor. No seu ímpeto místico vê, contempla, refaz. Com esta encenação do presépio, ele quer nos mostrar que entrar na Palavra é entrar na imagem. Ele vê a grandeza e a onipotência de um Deus se revelando na figura de um Menino.

Contempla com profundo afeto o Verbo Encarnado que se fez uma simples criança pobre, por amor. Francisco tem uma relação forte com o Evangelho, ali não está simplesmente um texto, mas Alguém falando. Diz Tomás de Celano: “A mais sublime vontade, o principal desejo e supremo propósito dele era observar em tudo e, por tudo, o santo Evangelho, seguir perfeitamente a doutrina e imitar e seguir os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo com toda vigilância, com todo empenho, com todo desejo, da mente e com todo fervor do coração.

Recordava-se em assídua meditação das palavras e, com penetrante consideração, rememorava as obras dele. Principalmente a humildade da encarnação e a caridade da paixão, de tal modo ocupavam a sua memória que mal queria pensar outra coisa. Deve-se, por isso, recordar e cultivar em reverente memória o que ele fez no dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo (...) Lembrar o Menino que nasceu em Belém, os apertos que passou, como foi posto num presépio, e ver com os próprios olhos como ficou em cima as palha, entre o boi e o burro”.

Representar ao vivo a narração evangélica é ir para dentro da paisagem do mistério da Encarnação. É algo intensamente forte e vivo: “Muitas vezes, quando queria chamar o Cristo de Jesus, chamava-o também, com muito amor, de Menino de Belém, e pronunciava a palavra “Belém” como o balido de uma ovelha, enchendo a boca com a voz, mais ainda com doce afeição. Também estalava a língua quando falava “Menino de Belém!” ou “Jesus”, saboreava a doçura dessas palavras”  .  “Francisco sabe que o caminho da Encarnação é um caminho de contradição. Mas sabe que é o único. Daí aquele cena extraordinária em Greccio. Ele quer evocar os incômodos e sofrimentos que Jesus sofreu, desde a infância, para nos salvar. Deus veio pobre entre os pobres” .

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Francisco de Assis, modelo referencial do humano - VII

“Estas coisas em casa. Mas, rezando nas florestas e nos lugares solitários, enchia os bosques de gemidos, banhava os lugares de lágrimas, batia com a mão no peito e aí, encontrando como que um esconderijo mais oculto, conversava com palavras com seu Senhor. Aí respondia ao Juiz, suplicava ao Pai, conversava com o Amigo, divertia-se com o Esposo. Na verdade, para tornar todas as medulas do coração um holocausto múltiplo, propunha de maneira múltipla diante dos olhos Aquele que é Sumamente Simples. Muitas vezes, com os lábios imóveis, ruminava interiormente e, arrastando para o interior as realidades exteriores, elevava o espírito às superiores. Assim, totalmente transformado não só em orante, mas em oração, dirigia toda a atenção e todo afeto a uma única coisa que pedia ao Senhor. De quanta suavidade crês que ele estava repleto nestas coisas? Ele o soube, eu, pelo contrário, apenas admiro. Ao que faz a experiência é dado conhecer, aos que não experimentam não se concede. Deste modo, fervendo intensamente  no fervor do espírito, e todo o aspecto exterior e toda a alma completamente derretida, já morava na suprema pátria do Reino Celeste”.

Francisco sabia perfeitamente que “O Pai habita em luz inacessível, e é Espírito, e ninguém jamais o viu”.  Deus é um ser misterioso e transcendente e assim se apresenta na experiência de Francisco. Como homem místico ele é assinalado com a experiência fortíssima do Deus Mistério, e a utiliza, assim chamada mística da teologia negativa, para dar uma primeira categorização da transcendência divina: Deus é inenarrável, inefável, incompreensível, ininvestigável, imitável, invisível. É um Deus fora de qualquer conceito, incompreensível no plano da introspecção intelectual.

O que o encanta em Deus é o modo como Ele se dá em sua infinita generosidade. Em Deus, Francisco vê o Pobre de todos os pobres porque faz esparramar a sua bondade sobre todas as coisas. Em Deus ele encontra o primeiro fundamento de sua vida de pobreza e serviço. Francisco nos ensina que servir é algo divino porque o próprio Deus é o grande Servo do universo. Na bondade de Deus, Francisco aprende a ser um servo bom, um obediente servo que admira a grandeza de seu Senhor. A bondade vem da obediência e da fidelidade. Servo que não é bom não dá conta. Ser servo não é só ter a intensão de servir, tem que servir bem e na inspiração da bondade do Senhor. O jeito da vassalagem medieval não se justifica pela intenção, mas pelo trabalho de ser bom e leal. Francisco nos evoca que, um raio apenas do Irmão Sol, mostra a bondade de Deus em nos servir.

Em suas preces a relação com o Senhor é intensa, a sua oração se alimenta da real presença de Deus e não de sentimentalismo. A real presença de Deus traz-lhe vestígios que devem ser imitados. Para Francisco, Deus, ao se manifestar, não se revela como majestade, força, doador supremo, enfim como ser supremo; mas sim como Servo cheio de benignidade, bondade, gratuidade, graça, serviço. Deus é o Servo de toda humana criatura e de todos os seres. “Meu Deus e meu Tudo!”, assim exclama, admira, contempla, repete noite adentro, horas inteiras, invoca... adensa a sua experiência em saborear a presença palpável do Sagrado.

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terça-feira, 11 de junho de 2013

Francisco de Assis, modelo referencial do humano - VI

Francisco não criou uma escola teológica, mas sua teologia é uma descoberta feita na prática dos divinos mistérios que acompanham o seu itinerário. A sua mística é mergulhar no Deus Altíssimo. Do Beato Egídio, companheiro de São Francisco e grande contemplativo, temos a afirmação de uma profundidade e atualidade extraordinária: “O homem faz de Deus uma imagem segundo a sua compreensão, mas Deus é sempre tal e qual”.  A partir deste Dito de Frei Egídio, podemos dizer da singularidade de São Fran cisco e sua experiência de Deus: ele deixa Deus ser Deus. O Santo de Assis é, sobretudo, conhecido como o amante da Senhora Dama Pobreza, como o cantor das belezas criadas, como o homem evangélico por excelência, como o verdadeiro frade menor, mas nos seus Escritos e nas Fontes Franciscanas ele é apresentado como o “Servo de Deus”;  e entre os seus primeiros biógrafos encontram-se numerosas afirmações que centralizam a experiência primária de Francisco como experiência de Deus.

Francisco transferiu a sua relação com Deus a um plano de concretude  transparente e intensamente vivida. Hoje, ele ainda é qualificado como o “Peregrino do Absoluto”. Vejamos as evidências da mística de Francisco nestes relatos de seu biógrafo Tomás de Celano: “Francisco, o homem de Deus, corporalmente distante do Senhor, lutava para manter o espírito presente no céu; e, já feito concidadão  dos anjos, somente a parede  da carne o separava. Toda a sua alma tinha sede de seu Cristo, ele lhe dedicava não só todo o coração, mas também todo o corpo. Relatamos umas poucas maravilhas das suas orações a serem imitadas pelos pósteros, o quanto vimos com nossos olhos, conforme é possível transmitir a ouvidos humanos.

Fazia de todo o tempo um ócio santo para gravar a sabedoria no coração, para parecer que não fracassava, caso não progredisse. Se por acaso as visitas dos seculares ou quaisquer negócios o surpreendiam, interrompendo-o antes de terminar, ele voltava novamente às realidades interiores. Na verdade, o mundo era insípido para quem se alimentava da doçura celeste, e as delícias divinas o fizeram delicado para as grosserias dos homens. Para não estar sem cela, fazia do manto uma pequena cela. Muitas vezes, faltando-lhe o manto, para não revelar o maná escondido, cobria o rosto com a manga. Sempre interpunha algo aos presentes, para que não conhecessem o toque do esposo, de modo que inserido entre muitos no estreito espaço de um navio, rezava sem ser visto. Finalmente, não podendo nada destas coisas, fazia do peito um templo. O esquecimento de si e a absorção em Deus fizeram desaparecer tosses e gemidos, respirações duras e gestos externos”.

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Francisco de Assis, modelo referencial do humano - V



FRANCISCO E A  MÍSTICA

Mística é a introdução nos mistérios do sagrado e da vida, é estar imerso na vida com as motivações mais profundas. Francisco, ao dispor-se à vida, ao buscar o que ele mesmo não sabia, deixou-se conduzir pelo Senhor, deixou-se conduzir pelos confrontos e foi conduzido ao que procurava. Diz ele em seu Testamento: “Foi assim que o Senhor concedeu a mim, Frei Francisco, começar a fazer penitência: como eu estivesse em pecados, parecia-me sobremaneira amargo ver leprosos. E o próprio Senhor me conduziu entre eles, e fiz misericórdia com eles. E afastando-me deles, aquilo que me parecia amargo se me converteu em doçura de alma e de corpo”.  Mística também significa guardar um segredo, recolher-se para colher o melhor; entrar na intimidade de Deus, de si mesmo, da vida. Francisco, quando olha de um modo intenso para si mesmo, é porque primeiro olhou para Deus; saiu do rumor da cidade e recolheu-se nas cavernas, florestas e eremos; para ele, os eremitérios não eram lugares para ficar, mas para sair. Chegar ali, abastecer-se de silêncio, prece e recolhimento e sair. O eremo não acentuava um isolamento, uma alienação, uma fuga da convivência, um individualismo, mas um preparar-se para a fraternidade, para a comunidade. Hoje, muita gente fracassa socialmente porque não tem o recolhimento da profundidade pessoal.

Mística é o húmus que faz desabrochar, o oculto que desvela a intimidade que transparece. É beber na fonte de toda inspiração, ter as mais fortes convicções. A sua vontade bem trabalhada é o fio condutor de sua vida e que coloca a sua vida em movimento; a sua mística é a energia de amor e fé que passa por dentro deste fio; é uma energia divina  que acende e faz com que o mundo inteiro se ilumine com a presença de Deus em Francisco.

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Francisco de Assis, modelo referencial do humano - IV


No título desta reflexão o chamamos como ele é mundialmente e carinhosamente conhecido, IL Poverello, pois é o santo da pobreza e dos pobres. Mas que pobreza é esta? Não é o conceito dos que estão fora da categoria econômico-financeira, mas sim a coragem de colocar tudo em comum. Isto mesmo! Ser pobre no sentido do Evangelho é compartilhar. É se afastar de toda forma de egoísmo para dividir o eu, as ideias e o bolso. A renúncia de si mesmo para a conquista de uma liberdade interior que o faz livre, leve, solto, mão aberta e matinal. Francisco filtra a vida cristã a seu modo e a modo do Mestre Jesus, que na pobreza material do dar e receber; e na pobreza interior que é ser desapropriado, humilde e simples, vão gerando o Reino. Pobreza é a não posse; é aquela ousadia de abandonar a casa de Pedro Bernardone com toda sua segurança  para confiar-se à Fraternidade. Pobreza não é renúncia forçada das coisas, mas restituição voluntária de tudo ao Único Dono. Francisco nos ensinou que pobreza é encontrar a verdade de nós mesmos e, com isso, possuir a Única Riqueza que satisfaz o coração humano: Amar e ser Feliz!

Ele é o Penitente. O que é penitência no sentido medieval? Não é castigo, condenação ou gesto externo de mortificação, abstinência, jejum, dieta, vigílias, privação do agradável, infligir dor corporal. Penitência verdadeira é eliminar excessos: de egoísmo, ostentação, comida, apegos materiais, palavras banais, ansiedade, impaciência, intolerância. O verdadeiro penitente é aquele que cada dia pergunta: que está exagerado em mim? E vai aparando as arestas do que tem de sobra, do que tem de mais negativo, para chegar à medida exata do coração. E qual é a medida exta do coração? Teologicamente é voltar cada dia aos caminhos do Senhor; eticamente é fugir de qualquer possibilidade do mal; afetivamente é amar intensamente, incondicionalmente e fazer continuamente o bem sem importar a quem. Ele é uma moderação contida, uma sensibilidade equilibrada, um espectador  atento do  belo espetáculo  da vida. A penitência de Francisco não era sair fazendo exageros, mas estar ao lado dos que sofriam, comer o que o povo come.

Quando afirmamos que ele é o Arquétipo da Síntese é porque a sua mística é simples: ele é um homem encarnado até o pescoço no infinito; em sua vida o finito evoca o infinito. Nele a alteridade é assim: ser fraterno sempre! Francisco e seu grupo primitivo de frades não fizeram fraternidade através da simpatia ou empatia pessoal; fizeram da fraternidade uma escuta comum da vontade do outro e uma convocação exigente para viver a beleza, a dignidade, as diferenças e os limites do outro. O feminino emergiu nele porque Maria, a Mãe Divina, e Clara de Assis o inspiraram a pensar assim: “Francisco, se você quer ser a sabedoria de um pobre, viva no vigor do Espírito, na Sensibilidade Vital da percepção que penetra através da superfície da realidade e acolhe a vida com admiração, reverência, coração, ternura e amor”. O diálogo inter-religioso é sua ida ao Oriente,  conversar com o sultão no diferente da crença e no igual da mesma fome e sede de fé. O princípio ecológico de Francisco é a capacidade de maravilhar-se diante da grandeza das obras da Criação e a atuação do Divino Criador nos detalhes de tudo.

Ele é um itinerário espiritual e um humano evoluído, uma convocação para um tipo melhor de humanidade a qual todos somos chamados. Sua atração nos tempos de hoje é que ele, cada vez mais, lido, conhecido, reverenciado e buscado contribui para o ressurgimento de um novo tipo de ser humano.

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