quarta-feira, 22 de abril de 2009

Hoje, Dia Internacional da Terra


Hoje é o Dia Mundial da Terra e comemorar esta data é entrar em comunhão com a fecundidade natural de nossa Magna Mater; é sentir-se parte do Cosmo, consangüíneo do Ser Criado, trabalhar em nós a sensibilidade cosmovital. Reverenciar a Terra, neste dia e sempre, não é apenas uma consciência ecológica moderna ou preocupação com recursos naturais ou mera preocupação ambiental, é mais do que isto! É perguntar pelo modo de estar no mundo! A Terra é Sagrada! Para rituais primitivos, ela é o lugar da Restituição: devolver para ela a vida que ela nos oferece. Temos que fazer isto com uma Qualidade Mística; isto é, refazer esta unidade entre céu e terra, abraçar céu e terra.

A Terra reúne todos os seres com suas características e qualidades e a todos alimenta, protege, dá casa e cuida. Ensina-nos que na presença comum podemos viver a vida com intensidade. A Magna Mater nos dá o Bem Máximo!

Ela é o nosso Éden, o Jardim do Paraíso, do qual nós não podemos nos auto-expulsar. A Terra, nosso Jardim, é a afloração de gente, de frutos, ervas e flores, de minerais e diversidade de fontes. A vida está aí, na festa de sua naturalidade! Por que não passeamos mais por jardins e florestas, por matas e trilhas, por que não pisamos mais o chão da vida? Por que temos medo da natureza selvagem? Entretanto, a Terra está aí como o grande suporte do fazer humamo, lugar do cultivo! Quem trabalha bem a terra é afeiçoado pela natureza. Temos que pisar a terra com a mesma leveza que o jardineiro cuida das plantas. Um jardineiro não ameaça o húmus e nem as sementes. Pisa tudo como um chão sagrado. Deixa a Terra ser, não cultiva nem mais, nem menos. Alimenta-se do ser originário do humano, que pelo toque de Deus, moldou o humano da fôrma da Terra.

Que Terra temos hoje? É quase uma decadência. E a decadência está em não percebê-la. A bomba atômica de hoje é a poluição e a falta de cuidado. No Dia Mundial da Terra vamos fazer o propósito de tocá-la, de sentir a sua vitalidade, verdor, explosão de vida, calor, festa da semente. Que a Terra nos desabroche para o jeito de Francisco e possamos dizer: “Louvado sejas, meu Senhor, pela Irmã e Mãe Terra!” Vamos louvar pelo contínuo surgir da vida, o lugar onde reza o camponês. Vamos nos confraternizar com ela e reler as palavras do poeta Peter Hebel: “Nós somos plantas queiramos ou não; de boa vontade somos sustentados, e por isso devemos subir com raízes, da Terra, para poder florir nos céus e trazer Frutos!”

sexta-feira, 17 de abril de 2009

FRANCISCANAS PALAVRAS - IV



25. Francisco, quando olha para si mesmo, é porque primeiro olhou para Deus.

26. Como um bom medieval, Francisco nos ensina que, tudo o que acontece, é a Vida nos exercitando.

27. Francisco de Assis é um sábio que, no vigor do Espírito e na Sensibilidade vital de sua percepção, penetra através da superfície da realidade para acolher a admiração, o Amor, a reverência, o cerne, o coração, enfim a Vida das coisas.

28. Com o grupo primitivo de Francisco aprendemos a não viver no grupo da mediocridade. Temos que nos responsabilizar! Não ter ações que não possuam a força do Espírito e sermos cada vez mais uma exigência concreta.

29. Para Francisco de Assis, Deus, ao se manifestar, não se revela como majestade, força, doador, Ser Supremo, mas sim como benignidade, bondade, gratuidade, gratidão, graça, serviço. Ele mesmo é servo de toda humana criatura.

30. Francisco e Leão vão até Santa Maria dos Anjos; a Porciúncula é o berço da Ordem, o lar, o lugar onde reside o memorial mais íntimo, o aconchego originário do mistério da Ordem. Lá é o lugar da Perfeita Alegria, isto é, a fala da jovialidade da Cruz!

31. Somos franciscanos enquanto dentro de nós existir uma imensa saudade de Deus.

32. Ser franciscano é ser peregrino.